O incêndio em uma fábrica de embalagens localizada na avenida Jader Barbalho, no Distrito de Outeiro, assustou a população que mora ao redor dos galpões que pegaram fogo. O sinistro começou por volta das 11h de ontem (2) e cerca de 16h, o fogo era considerado contido, mas ainda era possível ver muita fumaça e sentir o cheiro forte no ar, além de focos de incêndio nos galpões interligados da fábrica Belpack Embalagens. O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar estiveram na fábrica para apoio e procedimentos devidos.
Moradores da passagem São José, logradouro que fica ao lado da empresa e onde os fundos das casas dão na lateral do galpão incendiado, tiveram parte das residências destruídas com os escombros que caíram ou eram lançados pela fábrica em labaredas, o que os deixou assustados com a queda de vigas e pedaços de concreto em cima das casas. Todas as residências atingidas foram isoladas.
A Defesa Civil de Belém esteve no local para prestar assistência aos atingidos pelo incêndio e ouviu as demandas dos moradores prejudicados. O superintendente do órgão, Vitor Magalhães, informou que foram 14 casas atingidas parcialmente, com destruição de cômodos, impactando cerca de 40 pessoas de diferentes famílias. Ainda segundo Magalhães, não houve vítimas humanas ou feridos, mas um animal perdeu a vida com o desabamento de um muro em um dos imóveis.
“A Defesa Civil fez um gerenciamento de risco, por meio de vistoria. O objetivo é ouvir e fazer o melhor acolhimento aos moradores atingidos na área”.
SUSTO
O susto foi imenso para a terapeuta ocupacional Mara Pinto, 47, que mostrou a destruição resultante com a queda dos escombros da fábrica em cima da casa da irmã. Parte da caixa d’água da residência derreteu com o calor das chamas. Já os telhados da cozinha e do banheiro ficaram destruídos, assim como o muro de fundo da residência veio abaixo. Pelo fundo da casa dava para ver as ruínas do galpão da fábrica ainda com fumaça e chamas crepitando. “Tivemos sérios danos e alguém tem que ser responsabilizado”, disse indignada.
“Eu estava no trabalho quando me ligaram informando sobre o incêndio. Vim correndo porque na minha casa estavam minha esposa e dois filhos pequenos”, disse o pedreiro Danilo Ramalho, 34. Na casa da família, um toldo que cobria a lavanderia foi destruído pela queda de uma viga com cerca de cinco metros, que também destruiu o banheiro e a pia para lavar roupas. “Um dos meus filhos tem asma e o cheiro da fumaça está muito forte, o que vai afetá-lo. Minha esposa tem pressão alta e passou mal com o barulho da viga caindo na nossa casa. Não podemos ficar aqui pelo menos nos próximos dois dias”, contou assustado Ramalho sobre o risco iminente de queda de outras estruturas da fábrica sobre a casa do casal. O serralheiro Denilson Costa, 52, estava no trabalho quando recebeu a ligação de casa sobre o incêndio. Tomado pelo desespero, saiu do trabalho imediatamente para chegar em casa até verificar que a esposa, filhos e netos estavam bem e que não tiveram ferimentos, apesar do susto. “Eu pensei que a minha casa também estivesse pegando fogo. Pensei logo na segurança da minha família quando saí do trabalho a caminho daqui”. Uma das vigas do galpão incendiado caiu sobre o telhado da lavanderia e de um quarto da residência, causando danos materiais à família. “Minha esposa ligou e fiquei desesperado. Vamos ter que ficar na casa de familiares porque é perigoso essa estrutura do galpão desabar em cima da gente”.
Quando viu a altura da fumaça na direção da rua onde mora, o pedreiro Elivaldo Costa, 46, deixou o local de trabalho instantaneamente para saber se a família estava em segurança. Com a queda dos destroços do galpão, a casa da família do pedreiro foi afetada com a destruição do telhado da lavanderia e da cozinha. Uma mesa, um fogão e uma geladeira ficaram inutilizáveis. “Eu estava trabalhando aqui perto quando olhei e vi que tinha muita fumaça pros lados de casa. A primeira coisa que veio na minha cabeça foi a minha família. Somos cinco e não temos como ficar aqui, por enquanto, porque tem risco dessas outras partes do galpão caírem na nossa casa e isso ser um risco pra gente. Vamos ter que ir pra casa de familiares”.
Ação da Defesa Civil Municipal garante que vítimas recebam a assistência necessária
A Defesa Civil Municipal, vinculada à Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade de Belém (Segbel), atuou com rapidez no atendimento às vítimas do incêndio de grandes proporções ocorrido no distrito de Outeiro. O fogo destruiu o galpão de uma fábrica de embalagens descartáveis e afetou diretamente 14 residências nas proximidades, impactando 40 pessoas de diferentes famílias.
APOIO
O prefeito de Belém, Igor Normando, manifestou solidariedade às vítimas que tiveram suas casas atingidas pelas chamas. O gestor enfatizou que acompanha a situação para que todo apoio da prefeitura seja garantido. “Assim que soubemos do ocorrido, prontamente acionamos o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil Municipal. Nós estamos garantindo todo o apoio necessário para que as famílias atingidas tenham todo o amparo e o cuidado por parte da prefeitura”, frisou.
Os imóveis atingidos sofreram danos parciais. Um deles, inclusive, estava desocupado. Por questões de segurança, as casas danificadas foram interditadas pela Defesa Civil e pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBM), que participaram da operação para controlar as chamas e evitar maiores complicações. Felizmente, não há registros de feridos, graças à pronta resposta das autoridades locais.
A Defesa Civil Municipal segue em ação para garantir que as famílias afetadas recebam a assistência necessária. A equipe está elaborando um laudo técnico detalhado sobre as condições dos imóveis danificados. Esse documento será essencial para que as famílias afetadas possam acessar os benefícios sociais, tanto municipais quanto estaduais, destinados à reconstrução dos imóveis.
AGILIDADE
O superintendente da Defesa Civil, Vitor Magalhães, destacou a importância da resposta ágil da equipe, que esteve presente desde os primeiros momentos do incêndio. “A Defesa Civil atuou de forma rápida e coordenada, oferecendo suporte necessário para garantir que as famílias fossem atendidas com urgência. Iremos entregar o laudo técnico, que permitirá que as famílias solicitem os benefícios sociais municipais e governamentais para a recuperação de suas casas”, afirmou Magalhães.
A Defesa Civil continuará acompanhando a situação, oferecendo suporte contínuo às famílias, e trabalhando para minimizar os impactos do desastre e assegurar a recuperação das casas afetadas.