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Ministro quer proibir saque-aniversário do FGTS

dinheiro estava bloqueado para quem optou por essa modalidade de saque, mas foi liberado por uma medida provisória (MP).
dinheiro estava bloqueado para quem optou por essa modalidade de saque, mas foi liberado por uma medida provisória (MP).. Foto: Divulgação

DANIELLE BRANT
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT), vai propor ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) proibir o saque-aniversário do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), modalidade em que o trabalhador pode sacar parte do saldo da sua conta.

“Como medida para preservar a poupança do trabalhador e garantir a real finalidade do FGTS, o ministro Luiz Marinho vai propor ao presidente Lula que seja proibido o saque dos recursos do fundo na data de aniversário”, afirma nota do ministério.
“Antes disso, vai levar a discussão desse tema ao conselho curador do FGTS e às centrais sindicais.”

A informação foi dada inicialmente por Marinho em entrevista ao jornal O Globo.

O saque-aniversário foi lançado em 2019 como medida de estimular o consumo no país. A modalidade é opcional -o trabalhador precisa fazer expressamente a opção.

O saque é autorizado no mês de aniversário do trabalhador. Quanto menor o saldo, maior o percentual de retirada permitido. O valor do saque varia conforme uma alíquota, que vai de 5% até 50% do saldo. É possível ainda usar o saque-aniversário como garantia para contratar empréstimos.

De acordo com as regras, se o trabalhador for demitido durante a vigência do saque-aniversário, receberá a multa rescisória prevista em lei, mas não poderá sacar os saldos residuais.

Luiz Marinho foi confirmado em 22 de dezembro para comandar o Ministério do Trabalho. Em sua posse, ele afirmou que vai apresentar ao Congresso Nacional até maio uma política de valorização permanente do salário mínimo e até o primeiro semestre uma proposta de regulação de aplicativos.

O ministro também descartou uma revogação completa da reforma trabalhista e o retorno do imposto sindical. Marinho afirmou que irá retirar integralmente o projeto da Carteira Verde e Amarela do Congresso.

Marinho já ocupou a pasta entre 2005 e 2007, quando tornou-se ministro da Previdência Social. Em 2008 deixou o posto para concorrer à Prefeitura de São Bernardo do Campo, cidade que comandou por dois mandatos.

No final de dezembro, Marinho fez uma reunião informal com representantes de centrais sindicais e pediu ajuda para recriar pontes com os diversos setores em todas as regiões do país.