JUSTIÇA

Torcedor do Paysandu espancado em SC: réus recebem mais de 100 anos de prisão

Dez integrantes de uma torcida organizada do Joinville Esporte Clube foram condenados por envolvimento no espancamento brutal de um torcedor do Paysandu

Segundo denúncia, suspeitos eram torcedores do Joinville (Foto: Reprodução, Redes Sociais)
Segundo denúncia, suspeitos eram torcedores do Joinville (Foto: Reprodução, Redes Sociais)

Dez integrantes de uma torcida organizada do Joinville Esporte Clube foram condenados por envolvimento no espancamento brutal de um torcedor do Paysandu, em 2022, em Joinville (SC). O julgamento durou três dias e foi concluído na noite da última quarta-feira (27). Somadas, as penas ultrapassam 100 anos de prisão.

Os réus foram condenados pelos crimes de tentativa de homicídio, associação criminosa e constrangimento ilegal. Ao final da sessão, todos foram encaminhados ao sistema prisional. Eles respondiam ao processo em liberdade, mas agora só poderão recorrer da sentença já presos.

O crime

O caso ocorreu no dia 20 de fevereiro de 2022, quando um grupo de torcedores do Joinville foi até um bar na zona Leste da cidade, onde estavam torcedores do Paysandu e do Remo. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC), os agressores ordenaram que as vítimas tirassem as camisas dos times paraenses. Diante da recusa, iniciaram os ataques.

Uma das vítimas, torcedor do Paysandu, foi brutalmente agredida com socos, chutes e golpes na cabeça com uma cadeira e uma barra de alumínio, mesmo após cair inconsciente. O homem ficou 26 dias internado, parte desse tempo entubado e em coma.

As condenações

As penas aplicadas variam entre 8 e 15 anos de prisão:

  • 4 réus foram condenados a 10 anos cada;
  • 3 receberam pena de 8 anos;
  • 1 foi sentenciado a 12 anos;
  • 1 a 13 anos;
  • E outro a 15 anos — a maior pena do julgamento.

O processo apurou ainda que o ataque se deu em mais de um ponto da cidade. Ao todo, 12 pessoas foram investigadas, e 10 acabaram no banco dos réus.

Defesa

Em nota, a defesa de um dos condenados afirmou que a decisão foi “injusta e contrária às provas dos autos”, e que irá recorrer. Alega ainda que seu cliente não portava armas e permaneceu no local por “apenas dois minutos, sem participação ativa no ataque”.

Clayton Matos

Diretor de Redação

Clayton Matos é jornalista formado na Universidade Federal do Pará no curso de comunicação social com habilitação em jornalismo. Trabalha no DIÁRIO DO PARÁ desde 2000, iniciando como estagiário no caderno Bola, passando por outras editorias. Hoje é repórter, colunista de esportes, editor e diretor de redação.

Clayton Matos é jornalista formado na Universidade Federal do Pará no curso de comunicação social com habilitação em jornalismo. Trabalha no DIÁRIO DO PARÁ desde 2000, iniciando como estagiário no caderno Bola, passando por outras editorias. Hoje é repórter, colunista de esportes, editor e diretor de redação.