JUSTIÇA

Tribunal com foco em diálogo, celeridade e inovação

Desembargador Luís José Ribeiro completa oito meses à frente da Corregedoria do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região e destaca avanços, com diálogo dentro do órgão e proximidade com os cidadãos

Gestão de Luís José Ribeiro foi destaque em diversos rankings nacionais nos últimos meses
foto: Wagner Almeida
Gestão de Luís José Ribeiro foi destaque em diversos rankings nacionais nos últimos meses foto: Wagner Almeida

O desembargador Luís José de Jesus Ribeiro completou oito meses no comando da Corregedoria do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT8), que abrange os estados do Pará e do Amapá. Em pouco tempo, a gestão já acumula prêmios nacionais, reforçou a Justiça Itinerante e lançou mão da tecnologia para tornar a prestação jurisdicional mais ágil e próxima do cidadão.

“Assumi a Corregedoria em dezembro de 2024 e, no início, o primeiro passo foi a ambientação, porque o magistrado é preparado para julgar, mas não há uma escola de formação para o trabalho correcional. Então, a gente precisa se inteirar da realidade e encontrar formas de melhorar os serviços de um tribunal que já é de excelência”, afirmou o desembargador.

Nos últimos meses, o TRT8 foi destaque em diversos rankings nacionais. Em 2025, recebeu o Prêmio TRT Destaque do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, ocupando o primeiro lugar em produtividade entre os tribunais de médio porte, além de ter conquistado novamente a nota máxima no Ranking da Transparência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), integrando o seleto grupo de tribunais com 100% de conformidade.

Em julho deste ano, o regional foi também o tribunal com o menor número de recomendações durante a correição ordinária nacional, conduzida pelo ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, corregedor-geral da Justiça do Trabalho – e que em 25 de setembro vai assumir a presidência do Tribunal Superior do Trabalho (TST) para o biênio 2025/2027.

“O prêmio é consequência de um trabalho contínuo. Assim como em um campeonato, a equipe precisa manter a regularidade para chegar bem ao final. Não adianta querer mostrar resultado só na hora da avaliação. Nosso esforço é diário, feito em sintonia por magistrados e servidores”, afirmou Ribeiro.

Ações e resultados na Corregedoria

A Justiça Itinerante é um dos pilares da atual gestão. Apenas em 2025, já foram realizados 82 deslocamentos, com 831 audiências e 369 acordos homologados, que somaram mais de R$ 2,1 milhões. No período, também foram promovidos 2.586 atendimentos pela equipe do TRT, além de milhares de atendimentos em parceria com INSS, Ministério do Trabalho e Caixa Econômica Federal.

“É impressionante como a população do interior recebe a itinerância. Tivemos casos em comunidades ribeirinhas, quilombolas e até em aldeias indígenas. Muitas pessoas nos procuram para ter acesso a um documento básico, como a certidão de nascimento, que comprova sua existência no mundo. É um trabalho que ultrapassa a esfera trabalhista e mostra a importância do Judiciário estar presente onde o cidadão está”, destacou Ribeiro.

A iniciativa chamou atenção nacional: o futuro presidente eleito do TST anunciou que pretende levar o modelo de itinerância desenvolvido pelo TRT8 para todo o Brasil. “Isso mostra que o Pará e o Amapá podem ser referência em inovação no acesso à Justiça”, afirmou o corregedor.

Ribeiro ressalta que prefere uma postura pedagógica em vez de punitiva. “Não queria ser visto como uma figura de controle rígido, mas como alguém que apoia o trabalho dos magistrados. Muitas situações podem ser ajustadas com diálogo, sem necessidade de abertura de processos disciplinares”, disse o desembargador.

Para estreitar a comunicação, ele criou o ‘Papo Cor’, espaço de diálogo entre a corregedoria e os juízes, além de canais diretos de mensagens para atualização de decisões relevantes. “Sou daqueles que acreditam que, conversando, a gente se entende. Essa proximidade facilita o trabalho e gera resultados”, reforçou.

Inovação e tecnologia na Corregedoria

Outro ponto de destaque é a aposta na tecnologia. O TRT8 já testa a utilização de inteligência artificial no apoio às decisões judiciais, especialmente com o ChatJT, ferramenta desenvolvida pelo Tribunal Superior do Trabalho, baseada em bancos de jurisprudência trabalhista. “A IA pode otimizar decisões e automatizar tarefas repetitivas nas varas, liberando tempo para o que realmente importa. Isso vai facilitar a vida de magistrados e servidores”, explicou Ribeiro.

A experiência bem-sucedida do TRT8 já resultou em reconhecimento dentro do próprio TST. O juiz Otávio Ferreira, da 8ª Região, foi convidado para atuar como juiz auxiliar da presidência do Tribunal Superior a partir de setembro. “Isso mostra que estamos no caminho certo e que o trabalho desenvolvido aqui é respeitado nacionalmente”, afirmou Ribeiro.

Com mandato até dezembro de 2026, o corregedor afirma que o compromisso da sua gestão é manter o TRT8 entre os tribunais mais eficientes do país. “Nós, como servidores públicos, somos remunerados com o dinheiro dos impostos e temos a obrigação de devolver esse investimento em forma de um serviço efetivo, célere e de qualidade. Esse é o foco que pretendo manter até o fim da minha gestão”, concluiu o desembargador.