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Parauapebas registra segundo tremor de terra só em 2025

O sismo ocorreu às 04h02 (Horário de Brasília) e foi sentido pela população local.

Parauapebas registra segundo tremor de terra só em 2025

De acordo com dados da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), um tremor de terra de magnitude 4.3 mR (magnitude regional) ocorreu próximo ao município de Parauapebas, no sudeste do estado, na madrugada desta quinta-feira, 3 de abril.

O sismo ocorreu às 4h02, pelo horário de Brasília, e foi sentido pela população local. É o quarto evento do tipo somente nesta região do Pará.

O abalo sísmico de magnitude moderada foi registrado pelas estações da RSBR e analisado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) e pelo Observatório Nacional (ON). E este não é o primeiro tremor de terra registrado no Pará neste ano – na verdade é a quarta ocorrência do tipo só em 2025. O primeiro do ano ocorreu também em Parauapebas, no dia 9 de janeiro, e teve magnitude 2.8 MLv (magnitude local de vibração).

O segundo foi registrado em Novo Repartimento, também no sudeste paraense, em 17 de janeiro, com magnitude 2.3 mR e o terceiro evento ocorreu em Tucuruí, mesma região no dia 28 de janeiro e teve magnitude 2.9 mR.

Segundo o sismólogo do ON, Dr. Gilberto Leite, “tremores de terra nessa região são relativamente comuns, e geralmente apresentam magnitudes entre 2 e 3”. De acordo com o catálogo do Centro de Sismologia da USP, este foi o maior evento registrado próximo ao município de Parauapebas desde 1900, ano em que se iniciou o catálogo.

Sobre a RSBR

Coordenada pelo Observatório Nacional (ON/MCTI), com apoio do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM), a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) é a organização pública responsável por monitorar a sismicidade do território nacional através de suas quase 100 estações sismográficas espalhadas pelo país, fornecendo dados essenciais para a compreensão da atividade sísmica e da estrutura interna da Terra.

As estações são operadas pelo Centro de Sismologia da USP, Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (Obsis/UnB), Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN) e Observatório Nacional.