Pará

Jornaleiros se mantêm como elos entre o jornal e leitores

Antônio Ramos destaca as principais manchetes do dia em seu ponto de venda.
Fotos: Celso Rodrigues/ Diário do Pará.
Antônio Ramos destaca as principais manchetes do dia em seu ponto de venda. Fotos: Celso Rodrigues/ Diário do Pará.

Wesley Costa

O jornal DIÁRIO DO PARÁ completa 41 anos de existência nesta terça-feira (22), celebrando uma jornada repleta de informação de qualidade e compromisso com os milhares de leitores. Diariamente, desde a sua fundação, em 1982, o veículo tem desempenhado um papel crucial na disseminação das notícias locais, nacionais e internacionais, sempre acompanhando os principais acontecimentos que moldam a sociedade.

Porém, não se pode falar dessa trajetória de mais de quatro décadas sem destacar a importância dos jornaleiros. Até hoje, esses profissionais que resistem à ascensão das tecnologias que mudaram a forma de consumir informações, têm sido um dos elos vitais entre o jornal e o público. Acordando antes do sol raiar e com muita dedicação, são eles que ainda garantem que cada edição chegue às mãos de vários leitores.

Uma pequena banca montada na esquina da Travessa 14 de Março com a Domingos Marreiros, é onde Antônio Ramos, 70, exibe as principais manchetes das edições do DIÁRIO. A estratégia que ajuda a chamar atenção da clientela foi adotada há mais de 50 anos pelo jornaleiro, que começou na profissão ainda criança.

“Continuo (na profissão) porque ainda há aqueles clientes fiéis e que param aqui para comprar. Por muito tempo fui daqueles jornaleiros que saíam a pé para vender e conseguia, por exemplo, passar mais de 200 unidades”, lembrou. “Mas agora fico somente neste ponto e, desde meus 13 anos, essa tem sido a minha profissão”, disse.

ASSÍDUO
Afonso Lima, 56, é um dos clientes assíduos de Antônio e leitor do DIÁRIO. Para ele, a linguagem simples dos textos é o que mais diferencia o jornal dos seus concorrentes.
“Gosto muito de ler matérias sobre os times e a forma como o DIÁRIO consegue brincar com o texto é incrível. Todos os dias eu paro aqui, na banca do Antônio, para pegar minha edição e começar o dia bem informado”, contou.

Alcides Costa, 64, também ainda era criança quando começou a entregar jornais pela cidade. Um dos momentos mais emocionantes durante o exercício da profissão, foi poder ver uma foto estampada em uma edição especial junto ao filho que, por algum tempo, também seguiu na atividade.

“Hoje ele mora em São Paulo, estudou e formou família e eu continuo aqui como jornaleiro. Sou muito grato ao DIÁRIO, porque foi das vendas que consegui criá-lo e ainda me sustento”, disse.

Jornal impresso continua como fonte de informação

E quem pensa que o impresso é moda somente entre os mais antigos, está muito enganado.

A estudante de Relações Internacionais, Maria Clara Madôrra, 25, afirma que o seu dia só começa após a leitura das principais notícias do DIÁRIO e outros impressos. “O caderno que eu mais gosto de ler é o de Cultura. Mas a gente sempre dá aquelas ‘zapiada’ no jornal inteiro devido à minha formação, pelo meu trabalho e pela curiosidade. Essa prática de todo dia ler o jornal veio do meu avô e o jornal impresso se tornou fundamental no meu dia, mesmo com essa revolução da tecnologia e dos veículos on-line”, afirmou.

Maria Clara adquiriu do avô o hábito de ler o jornal.
Fotos: Celso Rodrigues/ Diário do Pará.

Na Praça Brasil, a banca de revista do José Maria de Jesus, 68, é parada obrigatória para aqueles que gostam de se informar pelos jornais impressos como o DIÁRIO. “As vendas não são mais como antigamente. Mas as pessoas ainda continuam comprando, principalmente quando tem algum assunto que já sabem que vai sair na edição e de interesse próprio. Estou aqui há mais de 40 anos e pretendo ficar vendendo jornal por mais alguns”, diz.

Quando está em terra-firme, o chefe de cozinha naval Leandro Tavares, 35, não abre mão de folhear o impresso, principalmente quando há notícias positivas do seu time no Caderno Bola. “É divertido ler as matérias, porque têm muitos elementos da nossa própria linguagem. Os títulos dos textos, por exemplo, sempre têm aquela pegada mais cômica e que representa mesmo o que acontece no futebol paraense. Mesmo com a versão on-line, eu sempre gosto de ler o DIÁRIO impresso quando tenho a oportunidade”, comentou.