SAIBA QUEM É

Influenciadora de Marabá é procurada em operação contra jogos ilegais

Ao todo, foram expedidos 13 mandados de prisão, 17 de busca e apreensão, 23 de busca veicular e 15 de bloqueio de bens e valores.

A Polícia Civil do Ceará, com apoio das polícias de São Paulo, Mato Grosso e Pará, deflagrou a Operação Quéfren nesta quarta-feira (2).
Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Civil do Ceará, com apoio das polícias de São Paulo, Mato Grosso e Pará, deflagrou a Operação Quéfren nesta quarta-feira (2). Entre os investigados está Victoria Raynna Silva Marinho, influenciadora digital de Marabá com mais de 300 mil seguidores no Instagram. Suspeita de promover plataformas de apostas ilegais, Victoria ostenta nas redes sociais inúmeras viagens nacionais e internacionais, com destinos como Paris, Uruguai, Hong Kong e Dubai. Ela ainda não foi localizada e é considerada foragida da justiça.

Ao todo, foram expedidos 13 mandados de prisão, 17 de busca e apreensão, 23 de busca veicular e 15 de bloqueio de bens e valores.

Mandados cumpridos em diversas cidades

Conforme a Polícia Civil, os mandados foram cumpridos em várias cidades, incluindo Juazeiro do Norte, Fortaleza, Itaitinga e Eusébio, no Ceará. A operação também se estendeu para São Paulo, Embu das Artes e Santana de Parnaíba (SP), Cuiabá e Várzea Grande, no Mato Grosso, além de Marabá, no sudeste do Pará. As buscas resultaram na prisão de suspeitos, apreensão de veículos, bloqueio de contas bancárias e indisponibilidade de bens.

Investigação aponta esquema de apostas ilegais

A investigação, iniciada em abril de 2024, revelou que influenciadores digitais utilizavam as redes sociais para divulgar sites de apostas não autorizados, gravando vídeos com ganhos fictícios para atrair novos jogadores. Além da promoção de cassinos online, há indícios de lavagem de dinheiro e possível prática de estelionato.

Ainda segundo a Polícia Civil, a operação teve como principais alvos agentes de plataformas responsáveis pela contratação de influenciadores para divulgar esses cassinos. O objetivo principal era desarticular uma organização criminosa que atuava de forma transnacional.

Influenciadores recebiam dinheiro e viagens de luxo

As investigações indicaram que esses influenciadores recebiam pagamentos de diversas formas, incluindo valores fixos por postagens, comissões por novos cadastros e participação no volume de apostas realizadas pelos seguidores.

Além do dinheiro, os influenciadores também eram presenteados com viagens internacionais financiadas pelos responsáveis pelas plataformas. Em seu perfil, Victoria Raynna compartilha fotos em restaurantes e hotéis de luxo, além de exibir artigos de grife, como bolsas de marcas famosas.

Conforme a Polícia Civil, a organização criminosa movimentou milhões de reais nos últimos três anos.