AVANÇO

Inclusão e diversidade: UFRA aprova cotas para pessoas transgêneras

UFRA aprova reserva de vagas para pessoas transgêneras. Conheça as medidas adotadas pela universidade em prol da inclusão e diversidade.

Na 6a reunião Ordinária do Consepe foi aprovada a Resolução de reserva 2% das vagas nos mais de 40 cursos de graduação da Ufra.
Na 6a reunião Ordinária do Consepe foi aprovada a Resolução de reserva 2% das vagas nos mais de 40 cursos de graduação da Ufra.

A Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) aprovou mudanças importantes nas políticas de ingresso e permanência de pessoas transgêneras. Essas pessoas, historicamente vulnerabilizadas e subalternizadas em nossa sociedade, agora têm a oportunidade de ocupar um espaço significativo no ambiente acadêmico.

Na 6ª reunião ordinária do Consepe, foi aprovada a Resolução que reserva 2% das vagas em mais de 40 cursos de graduação da UFRA para pessoas transgêneras. Esta resolução é um reflexo não apenas da adesão das Instituições de Ensino Superior (IES) às políticas afirmativas, mas também da luta dos movimentos sociais universitários, que, por meio da criação de um Grupo de Trabalho (GT), buscaram garantir os direitos das pessoas transgêneras na universidade. Esse movimento impulsionou a reflexão sobre a criação de cotas de ingresso e medidas para garantir a permanência da população LGBTQIAPN+ em um ambiente acadêmico saudável, livre de preconceitos, respeitoso, diverso e inclusivo.

O GT foi idealizado pela Pró-Reitoria de Ensino de Graduação, sob a coordenação do professor João Almiro Soares, com total apoio da reitora da UFRA, professora Herdjania Lima. A equipe foi composta por docentes, técnicos administrativos e alunas transgêneras e LGBTQIAPN+, sendo a composição do GT a seguinte: professor Luiz Augusto Soares Mendes (presidente), professor Marcelo Spitzner e professor José Elias Hage; além dos servidores técnicos administrativos Aline Stffane Almeida da Silva, Denise Santos de Souza e Grasiano Vieira Reis. Na categoria de discentes, participaram ativamente da construção da resolução as alunas Aurora Beatrice Azevedo Pamplona (curso de Agronomia), Diana Penha Pinheiro (curso de Pedagogia), Emilly Cassandra Bonifácio Ramos (curso de Letras Libras) e Elane de Farias Pantoja (curso de Letras Libras).

Construir um mundo mais equânime, diverso e inclusivo exige compreensão das diferentes condições de existência de cada indivíduo. Como docentes de uma das maiores universidades do Norte do Brasil, é nosso papel promover um ambiente que abra espaço para outras possibilidades, estruturas e inserções em uma sociedade profundamente desigual. Essa é a forma de fazer política de inclusão, respeito e combate à transfobia e outras fobias sociais.