A PARTIR DE JULHO

Setor de Bares e Restaurantes registra aumento nas vendas

A movimentação extra gerada pelas férias escolares foi um dos principais fatores que impulsionaram o resultado positivo.

Mesmo quem costuma sair para restaurantes, bares e festas pode ter dúvidas se a cobrança de taxas comuns no dia a dia está ou não de acordo com o direito dos consumidores.
Foto: Divulgação

O segundo semestre começou com sinais animadores para o setor de bares e restaurantes no Brasil. Depois de um primeiro semestre marcado por retrações e dificuldades, os estabelecimentos registraram melhora nos números de julho, cerca de 44% das empresas lucraram, tendo aumento nas vendas, de acordo com uma pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

Esse número representa quatro pontos percentuais a mais que no mês anterior. Além disso, 37% operaram em equilíbrio; e o número de empresas em prejuízo caiu para 18% – este, quatro pontos percentuais abaixo do observado em junho. 

O Índice Abrasel-Stone também acompanhou essa recuperação e mostrou crescimento de 0,4% nas vendas de julho, revertendo a queda de 3,7% registrada no mês anterior. Já a pesquisa da Abrasel deste mês também mostrou que, em comparação com junho, 46% dos empresários tiveram aumento no faturamento, enquanto 27% relataram queda e 26% mantiveram o nível de receita.

A movimentação extra gerada pelas férias escolares foi um dos principais fatores que impulsionaram o resultado positivo. “As férias de julho costumam trazer um tíquete médio mais elevado e um movimento acima da média nas cidades, especialmente as mais turísticas. É uma oportunidade que muitos empresários aproveitam para recuperar parte das perdas do primeiro semestre”, explicou o presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci.

CENÁRIO

Desafios e Perspectivas para Bares e Restaurantes

Mesmo com o cenário mais favorável, o setor ainda enfrenta desafios para manter as margens de lucro, enfrentando dificuldades para repassar os custos ao consumidor. A pesquisa revela que, nos últimos 12 meses, 33% dos estabelecimentos não conseguiram reajustar preços, e 60% repassaram aumentos apenas no limite da inflação ou até abaixo dela. Isso se dá porque, segundo Solmucci, “muitos negócios permanecem segurando reajustes para não perder a clientela, mesmo com aumento significativo nos custos operacionais”.

Outro ponto que continua no radar dos empresários é a inadimplência: 35% dos estabelecimentos relataram estar com contas em atraso, principalmente relacionadas a impostos federais (73%), estaduais (53%) e a empréstimos bancários (33%). Ainda assim, a expectativa para os próximos meses é positiva, especialmente, conforme o presidente, há datas como a Semana das Crianças, Natal e Réveillon, além do verão e das férias de fim de ano, que impulsionam as vendas.

“Se o ambiente econômico se mantiver estável, temos confiança de que 2025 poderá encerrar com um desempenho superior ao do ano passado”, finalizou o presidente da Abrasel.