O Crédito do Trabalhador, nova modalidade de empréstimo consignado voltada ao setor privado, já movimentou mais de R$ 30 bilhões desde março de 2025, beneficiando milhões de trabalhadores com carteira assinada em todo o Brasil. Enquanto grandes empresas já se adaptaram às novas regras, especialistas alertam que as pequenas e médias empresas (PMEs) precisam reforçar seus processos internos para garantir o repasse correto dos descontos e evitar penalidades.
Segundo a VR, ecossistema de soluções para empregadores e trabalhadores, o descumprimento das exigências pode gerar sanções cíveis, administrativas e até criminais, além de prejudicar a concessão de crédito a outros funcionários da mesma empresa.
Quatro passos obrigatórios para as PMEs
A cada mês, as empresas devem cumprir quatro etapas principais para se manter regulares com o consignado:
1. Acompanhar as notificações no Domicílio Eletrônico Trabalhista (DET), entre os dias 21 e 25, para identificar quais funcionários contrataram o crédito.
2. Baixar no Portal Emprega Brasil a lista de trabalhadores que tiveram crédito aprovado.
3. Registrar os descontos no e-Social, utilizando a rubrica específica para o consignado.
4. Emitir e pagar a guia do FGTS Digital até o dia 20 do mês seguinte à folha de pagamento.
“Empresas de todos os tamanhos precisam organizar bem seus processos e estruturar uma rotina mensal. Falhas ou atrasos podem encarecer o crédito, inviabilizar novas concessões e gerar cobranças que impactam os trabalhadores”, afirma Cássio Carvalho, diretor-executivo de Pessoa Jurídica da VR.
Contratação é 100% digital
Para os trabalhadores, a contratação digital é feita de forma totalmente digital, via Carteira de Trabalho Digital ou aplicativos de bancos e instituições financeiras. Entre os pontos de atenção estão:
* O valor das parcelas não pode comprometer mais de 35% da renda mensal.
* É possível ter mais de um contrato ativo, desde que haja margem disponível.
* Até 10% do saldo do FGTS pode ser usado como garantia complementar.
* A aprovação é rápida e o valor é liberado em até 24 horas.
“Essa modalidade coloca o trabalhador no centro da decisão financeira, garantindo autonomia e segurança. Mas é essencial ter consciência para que o Crédito do Trabalhador seja usado de forma adequada”, reforça Carvalho.