
Quando Remo e PSC entrarem em campo hoje, disputando em Boa Vista e Manaus partidas decisivas pela Copa do Brasil e Copa Verde, respectivamente, o Re-Pa de domingo cumprirá seu prolongamento natural. Sim, o clássico ainda não terminou, pelo menos quanto às consequências que pode ter na rodada eliminatória desta noite.
Contra o GAS, em Boa Vista (RR), às 20h30, o Leão terá que conquistar a vitória para seguir na Copa do Brasil e garantir a bonificação de R$ 1,5 milhão, mas carrega um retrospecto recente apavorante. Perdeu para o Porto Velho (RO), em 2024, revés que derrubou o técnico Ricardo Catalá.
Neste ano, em disputa com outra equipe roraimense, o São Raimundo, os azulinos foram eliminados na primeira rodada da Copa Verde, dentro do Baenão. O vexame foi atenuado pela boa campanha no Parazão, mas será imediatamente lembrado em caso de um novo tropeço.
Para agravar as coisas, a atuação no clássico frustrou a torcida azulina, que compareceu em peso ao Mangueirão. Mais do que recriminar desempenhos individuais sofríveis, o torcedor saiu criticando o técnico Rodrigo Santana, apontado como o grande responsável pela fraca performance.
O empate sofrido no minuto final agravou as coisas, deixando um gosto amargo entre os azulinos. Os mais ingênuos podem pensar que o Re-Pa não valia nada em termos de classificação. Ocorre que o clássico sempre vale muito. A história e a rivalidade entram em campo, tornando o jogo naturalmente decisivo.
A jornada de domingo deve ter consequências, boas ou ruins, na postura do Remo. O efeito positivo é que, cientes da irritação da torcida, técnico e jogadores devem redobrar esforços para superar o imprevisível GAS. Afinal, a classificação é vista como obrigatória, dada a diferença de forças e investimentos entre os dois times.
Um insucesso pode ter o mesmo desdobramento visto no ano passado, com mudanças radicais no comando e no elenco para o resto da temporada.
Na capital amazonense, o PSC enfrenta o Manaus, precisando vencer para chegar à semifinal da Copa Verde. O jogo em Belém terminou empatado em 0 a 0, com atuação decepcionante dos bicolores.
Por força do empate arrancado no Re-Pa, com atuação razoável, principalmente quanto à marcação, o Papão tende a mostrar outra disposição no confronto desta noite. Será a quarta partida sob o comando de Luizinho Lopes, que estreou justamente diante do Manaus, na Curuzu.
O time ainda carece de mais organização, mas exibiu evolução diante do Remo, o que abre uma expectativa positiva. Mas, apesar de não enfrentar a mesma pressão que recai sobre Rodrigo Santana, Luizinho também não pode correr riscos de uma desclassificação precoce.
Afinal, o PSC é o time mais tradicional, disputa a Série B, tem ambições de brigar pelo acesso à Série A e investe alto em reforços – aliás, acaba de anunciar um novo reforço: o centroavante paraguaio Jorge Benítez.
Águia tem desafio contra o Flu em reconstrução
O favoritismo, se é que pode ser considerado, pertence ao Fluminense, campeão da Libertadores-2023 e time de Série A. Com jogadores de primeira linha, como Germán Cano e John Árias, o Tricolor joga em Belém hoje à noite (19h30), buscando consolidar um projeto de reconstrução, depois da má campanha no Brasileiro de 2024, quando chegou a ficar ameaçado de rebaixamento.
O Águia faz campanha apenas razoável no Campeonato Paraense, mas tem um histórico interessante na Copa do Brasil. No ano passado, eliminou o Coritiba, jogando em Marabá. Sob o comando de Sílvio Criciúma, a equipe busca vencer no tempo normal ou conquistar a vaga (e a premiação de R$ 1 milhão) na disputa de pênaltis.
É um confronto tecnicamente valorizado pelo excelente gramado do estádio Jornalista Edgar Proença. O público deve superar a faixa de 25 mil pagantes, visto o interesse despertado entre a grande torcida do Fluminense em Belém e o público sempre fiel ao Águia.
Programa Bolsa Atleta bate recorde histórico
Mais um importante marco para o esporte brasileiro. Mais de 10 mil atletas se inscreveram no programa federal Bolsa Atleta, concedido pelo Ministério do Esporte. O prazo para inscrições foi encerrado na noite de segunda-feira (24), com um aumento de 38,56% em relação a 2022, quando o programa teve 7.236 inscritos, passando agora para 10.027.
O crescimento expressivo em todas as categorias do maior programa de patrocínio individual aos atletas do mundo reflete o fortalecimento do setor esportivo na gestão do presidente Lula, que impulsiona políticas públicas, como o próprio reajuste do Bolsa Atleta em 2024, após 14 anos.
O maior salto foi registrado na categoria Atleta Estudantil, que cresceu 210,28% no período. Em 2022, apenas 282 jovens estavam inscritos, contra 875 neste ano. Entre os atletas de base o crescimento foi de 39,94%.
A categoria Atleta Nacional também apresentou um aumento significativo – de 5.065 inscritos em 2022, saltou para 6.813 em 2025. Os atletas olímpicos, paralímpicos e surdolímpicos registraram uma evolução expressiva de 80,52%, indo de 267 para 482 inscritos. Na categoria de atletas internacionais, houve um crescimento de 58,92%.