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Após tratamento, Papa Francisco precisará reaprender a falar

Após um extenso tratamento com oxigênio de alto fluxo, o Papa Francisco precisará “reaprender a falar”, conforme informou o cardeal Victor Manuel Fernandez. Nesta sexta-feira (21), o chefe da Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano aproveitou para atualizar sobre o estado de saúde do pontífice, destacando que “o papa está evoluindo bem, mas o uso do oxigênio de alto fluxo resseca tudo. Ele precisará reaprender a falar, mas, no geral, sua condição física permanece a mesma de antes”, disse.

Além disso, o cardeal afastou os rumores sobre uma possível aposentadoria do papa, afirmando que ele está “voltando a ser o que era antes”. A atualização oficial sobre a saúde do pontífice, divulgada nesta sexta-feira, também mencionou que sua condição se mantém estável, com “pequenas melhorias na respiração e na mobilidade”.

Ainda não há uma previsão oficial de quando o papa poderá retornar para o Vaticano, e Fernandez indicou que não sabia se ele teria alta a tempo da Páscoa, em 20 de abril. “Ele pode voltar, mas os médicos preferem ter 100% de certeza, porque, com o tempo limitado que lhe resta, ele deseja dedicar-se inteiramente aos outros, não a si mesmo”, afirmou.

Histórico de saúde do Papa Francisco

Desde que assumiu a liderança da Igreja Católica em 2013, o Papa Francisco enfrentou diversos problemas de saúde. Esses problemas o levaram a adiar viagens ou a tirar dias de descanso devido a dores no joelho e no quadril, além de necessitar de uma cirurgia abdominal.

Em 2023, Francisco, que teve parte de um pulmão removido na juventude, foi hospitalizado por três dias devido a uma bronquite, sendo tratado com antibióticos. No mesmo ano, ele precisou cancelar sua participação na COP28 em Dubai, devido a uma bronquite.

Em fevereiro deste ano, o pontífice foi novamente hospitalizado, desta vez com bronquite, e foi diagnosticado com infecção polimicrobiana e, em seguida, pneumonia em ambos os pulmões. Até o momento, o Papa segue internado, já contabilizando cinco semanas de internação.