Sem grandes resultados ou campanhas significativas nos times que comandou no Brasil, António Oliveira está próximo de garantir mais R$ 1 milhão em sua conta, caso seja realmente demitido pelo Remo. O clube paraense teria que pagar essa quantia utilizando parte do valor que arrecadaria com a venda de Mateus Davó para o futebol de Israel.
De acordo com o jornalista Gerson Nogueira, o valor da multa rescisória para dispensar o treinador português e sua comissão técnica é de R$ 1,2 milhão. No Sport, onde ficou por menos de um mês antes de ser contratado pelo Remo, o acordo de demissão foi de R$ 3,22 milhões, a serem pagos em dez parcelas. Segundo Magno Fernandes, da Rádio Clube e do DOL, António Oliveira custava cerca de R$ 460 mil ao Sport.
Já no Corinthians, onde ele comandou a equipe em 2024, a demissão do técnico custou cerca de R$ 2 milhões. O valor pago pelo salário e a “entourage” (comissão técnica e demais custos) chegava a cerca de R$ 900 mil. Ele teve 30 jogos à frente do Timão, com 13 vitórias, 9 empates e 8 derrotas. A diretoria corintiana deve pagar aproximadamente R$ 1,6 milhão pela rescisão contratual com o português. Para contratá-lo e pagar a multa de rescisão, o clube paulista depositou cerca de R$ 1,2 milhão.
Responsabilidade e gestão no futebol brasileiro
Com tantas cifras envolvidas, fica claro que a torcida do Remo terá que arcar novamente com os custos dessa contratação, sem que os dirigentes responsáveis por escolher o técnico, mesmo após tantas experiências negativas, sejam responsabilizados. No futebol brasileiro, parece que “vale tudo”, com pouca atenção à gestão responsável e ao planejamento.