DISTÚRBIO

Nosofobia: entenda o distúrbio revelado pela atriz Claudia Ohana

A atriz disse que desde criança sente pavor de ficar doente e que em qualquer sintoma diferente, corre para o hospital. Entenda o distúrbio.

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A condição, chamada nosofobia, é um transtorno de ansiedade que se caracteriza pelo medo irracional de contrair uma doença.
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 A atriz Claudia Ohana, 62 anos, contou que é nosofóbica. A condição, chamada nosofobia, é um transtorno de ansiedade que se caracteriza pelo medo irracional de contrair uma doença. Em entrevista à revista Quem, em 2023, por exemplo, a atriz disse que desde criança sente pavor de ficar doente e que em qualquer sintoma diferente, corre para o hospital. Ela também comentou sobre o assunto em outras ocasiões.

Geralmente, pessoas que são mais ansiosas ou têm algum outro transtorno relacionado a ansiedade são mais suscetíveis a desenvolver essa condição clínica, assim como indivíduos que têm contato com temas ligados a doenças, como é o caso de profissionais de saúde.

A nosofobia é um transtorno de ansiedade no qual qualquer sinal que o organismo der, pode ser apenas uma febre, dor no braço, ou um incômodo na nuca, a pessoa que tem propensão para essa condição pode achar que está tendo uma outra doença mais grave, como: enfarte, câncer, tuberculose ou pneumonia. Trata-se de uma fobia específica que pode impactar a qualidade de vida da pessoa afetada

Pessoas que presenciaram episódios de problemas graves de saúde dentro da família ou de parentes mais próximos também podem adquirir a condição e terem uma maior preocupação com o adoecimento.

Depois da preocupação e ansiedade em saber se tem realmente aquela doença, o paciente começa a desenvolver outros sintomas como tensão, angústia e manifestações físicas, como taquicardia e falta de ar.

Segundo especialistas na área de psicologia, um meio de evitar a condição, ou até mesmo tratar, é não ler sobre os sintomas que sente na internet, ou não pesquisar sobre sinais de uma doença específica. o que antes era apenas um receio, pode crescer e virar algo patológico e persistente.

Ohana, por exemplo, afirma que evita buscar informações sobre doenças, sendo assim, não navega no Google, não lê bulas e também tenta trabalhar o subconsciente sobre o assunto.

O protocolo inicial para tratamento envolve a psicoterapia. A que mais tem evidência é a terapia cognitiva comportamental. Porém, dependendo da gravidade dos sinais e sintomas, é necessário entrar com medicamentos contra a ansiedade.

Fonte: Agência O Globo