
O Águia de Marabá protocolou um ofício (nº 122/2025) nesta quarta-feira (2) à Federação Paraense de Futebol (FPF) acusando a arbitragem de “imenso prejuízo” durante a semifinal do Campeonato Paraense contra o Paysandu, disputada em 1º de abril e vencida pelo Paysandu por 3 a 1. O clube cobra o afastamento imediato do árbitro principal, Dewson Fernando, auxiliares e equipe de VAR, além de acesso ao relatório da partida. A polêmica gira em torno de um pênalti não marcado e uma falta invertida que resultou no terceiro gol do Paysandu.
Os lances polêmicos
No documento de quatro páginas, o Águia de Marabá detalha dois lances considerados decisivos:
- Pênalti não marcado: O clube alega que o árbitro Dewson Fernando Freitas da Silva e a equipe de VAR, liderada por Fernando Antonio Mendes de Salles Nascimento Filho, ignoraram um “carrinho absurdo” de um jogador do Paysandu que impediu a finalização de um atacante do Águia. O lance ocorreu aos 18 minutos do segundo tempo quando o placar apontava 2 a 1 para o Paysandu. O ofício cita que a transmissão televisiva e a imprensa concordaram com a falta.
- Falta invertida no terceiro gol: O clube afirma que o Paysandu cometeu falta com “cotovelo projetado” antes do gol, mas a arbitragem marcou a infração contra o Águia.
Reivindicações do clube
O ofício, assinado pelo presidente Sebastião Ferreira Neto, exige:
- Envio imediato do relatório do VAR;
- Afastamento dos árbitros e auxiliares para “reciclagem”;
- Proibição de escalação desses profissionais em jogos do Águia;
- Reunião urgente com a presidência da FPF e da Comissão de Arbitragem.
Críticas à credibilidade da FPF
O texto acusa a arbitragem de “tendenciosa” e alerta que os erros prejudicam não só o Águia, mas a credibilidade da Federação. O clube questiona se as falhas foram por “incapacidade técnica” ou “má-fé”.