RELIGIÃO

Mutirão ajuda católicos na preparação à Quaresma

O Mutirão de Confissões segue até 14 de abril, atendendo fiéis em diversas paróquias da Arquidiocese de Belém.

Objetivo é estimular os fiéis para a prática da confissão

FOTO: ANTONIO MELO
Objetivo é estimular os fiéis para a prática da confissão FOTO: ANTONIO MELO

Aproximar-se de Deus, renovar a fé e se preparar espiritualmente para a Páscoa. Esses foram alguns dos sentimentos compartilhados pelos fiéis que participaram do dia de Mutirão de Confissões na Paróquia Sant’Ana da Campina, no bairro da Campina, na manhã de ontem (02).

A iniciativa faz parte de uma programação tradicional da Arquidiocese de Belém, que desde o início da Quaresma tem intensificado o atendimento das confissões para acolher os católicos que buscam a reconciliação por meio do sacramento da penitência.

A aposentada Rosália Conceição, de 72 anos, saiu do bairro do Reduto e foi a primeira a ter o momento de confissão. Para ela, a Quaresma “é uma preparação para receber Jesus. A gente tem que estar todo o tempo preparado. Depois da confissão, me sinto como uma nova pessoa, mais leve e iluminada”. Dona Maria de Fátima Cavalcante, de 76 anos, conta que o mutirão é um momento especial de reflexão e fortalecimento da fé, e tem o costume de fazer isso em outros períodos, mas esse é especial. “Eu já participo há muito tempo. Tenho uma história aqui na igreja. Para mim, é um momento ímpar”, afirmou.

Cônego Antônio Beltrão explicou que a prática da confissão é um dos pilares da fé católica, sendo recomendada especialmente nos períodos de Páscoa e Natal. “A confissão é o sacramento onde a pessoa faz um exame de consciência e busca a misericórdia de Deus. É um momento de renovação, de morrer para os pecados e ressuscitar para uma nova vida. Depois da confissão, a pessoa tem uma página em branco para reescrever sua história”.

O Mutirão de Confissões segue até 14 de abril, atendendo fiéis em diversas paróquias da Arquidiocese de Belém. Em cada local, um cronograma é estabelecido para garantir que os sacerdotes possam acolher o maior número de pessoas.