PREJUÍZO

Moradores de Outeiro avaliam prejuízos e relembram drama vivido no incêndio

Em meio à fumaça que ainda persistia, eles ainda temiam o retorno das chamas. Cerca de 14 casas foram atendidas, mas felizmente não houve vítimas.

Icoaraci, Pará, Brasil, Caderno cidade-  Rescaldo do incêndio que ocorreu numa empresa de materias descartáveis.
 03/04/2025
Foto Celso Rodrigues/ Diário do Pará.
Icoaraci, Pará, Brasil, Caderno cidade- Rescaldo do incêndio que ocorreu numa empresa de materias descartáveis. 03/04/2025 Foto Celso Rodrigues/ Diário do Pará.

Belém - O incêndio que ocorreu na em uma distribuidora de produtos descartáveis no início da tarde da última quarta-feira (2), na avenida Jader Barbalho, em Outeiro, distrito de Belém. Aproximadamente 14 casas foram danificadas, mas, felizmente, não houve feridos.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Pará, um apartamento e uma padaria foram parcialmente atingidos. As chamas já foram controladas e a perícia foi solicitada.

Na manhã de ontem (03), o cheiro de fumaça ainda era forte na área, e os moradores da Passagem São José, que fica ao lado da empresa atingida pelas chamas, estavam preocupados com a possibilidade de um novo incêndio, já que os fundos das casas que ficam na lateral da distribuidora foram afetados e sofreram danos. A fumaça ainda podia ser vista em vários pontos da cidade.

Uma das casas afetadas foi a da Josefa Costa, uma aposentada de 67 anos que contou que estava lavando roupa quando o incêndio começou. Sua primeira atitude foi retirar o botijão de gás e desligar o disjuntor da geladeira. “A nossa cozinha ficou completamente queimada, e vamos ter um grande prejuízo. Como o fogo atingiu rapidamente a cozinha, nosso maior medo era que o botijão explodisse. Por isso, agimos rápido e tiramos o botijão, além de desligar o disjuntor da geladeira”, relatou.

Ela explica que passou a noite na casa de parentes, pois o cheiro da fumaça ainda era muito forte. “Eu, minha nora e minha neta de 3 meses dormimos essa noite na casa de parentes que moram perto. Não havia como ficarmos aqui, a fumaça estava bem intensa. Meu filho levou o bebê para longe assim que a fumaça começou, pois era muito arriscado ficar. Mas ele não podia deixar a casa sozinha. Estamos preocupados com a possibilidade do fogo voltar, já que a fumaça ainda persiste e temos medo de que ainda haja focos de incêndio”, comenta.

Uma das casas atingidas pelo fogo. Edna Maria e um dos filhos. “Não temos para onde ir”
Foto Celso Rodrigues/ Diário do Pará.

Outra casa que foi afetada pertence a Adelson Soares Costa, de 31 anos, que trabalha como operário na construção civil. Ele estava no trabalho quando avistou as chamas e começou a suspeitar que o fogo havia chegado à sua rua. Infelizmente, uma estrutura de concreto desabou sobre o banheiro da sua casa, que ficou completamente destruído. Por sorte, não havia ninguém nessa parte da residência. “Eu estava trabalhando quando o incêndio aconteceu, por volta das 11h30. Quando cheguei em casa, já estava pegando fogo. As pessoas estavam correndo desesperadas e tentando salvar suas coisas. As chamas eram altas e, mesmo com os bombeiros tentando controlar o fogo, o cheiro era insuportável. Eu não pude deixar a casa sozinha por causa dos nossos pertences, então foi complicado dormir à noite”, relata.

Edna Maria, uma dona de casa de 38 anos, que mora no mesmo local com o marido e seus dois filhos, Gustavo, de 8 anos, e Gabriel, de 14 anos, conta que ficou muito assustada com o barulho da estrutura caindo em sua casa. “Não temos para onde ir. Minha maior preocupação eram meus filhos. O Gustavo, meu filho mais novo, é asmático, e eu fiquei apavorada com as chamas. Peguei apenas os celulares e tirei eles de casa. As coisas materiais a gente consegue recuperar, mas a nossa vida não”, finaliza.