Após longos anos de dança intensa, ele foi acometido por bursite trocantérica bilateral, uma inflamação das bursas – pequenas bolsas cheias de líquido que funcionam como amortecedores entre os ossos, tendões e músculos na lateral do quadril. Essa inflamação pode surgir por diversos motivos, como esforço repetitivo, trauma ou pisada inadequada – e no caso de Carlinhos, ter sido “dançarino” por décadas certamente não ajudou.
O quadro se agravou com tendinite nos glúteos, que é a inflamação (ou, mais precisamente, tendinopatia) dos tendões que conectam os músculos glúteos ao osso do quadril – especialmente o glúteo médio. Esses músculos são fundamentais para manter o equilíbrio e a estabilidade da pelve. Quando esses tendões inflamam, a dor toma conta, principalmente ao caminhar, subir escadas ou até ao deitar-se de lado.
No caso do coreógrafo, as duas condições se uniram, em ambos os lados do quadril, resultando em dores intensas e uma mobilidade fortemente comprometida. Tanto que ele precisou, temporariamente, do uso de muletas e cadeira de rodas — não como rendição, mas como aliados para poupar o corpo, permitindo que seguisse adiante com suas atividades, ainda que com cautela.
O diagnóstico foi um verdadeiro baque: ele percebeu que “o quadril não é só para rebolar!” e compartilhou com os seguidores que sentia dificuldades para andar e dores incapacitantes mesmo com remédios comuns. Após exames e internação por cerca de 15 dias, o diagnóstico confirmou bursite trocantérica bilateral com tendinite nos glúteos.
Quanto ao que esperar daqui para frente: o tratamento é longo, mas promissor. Abrange fisioterapia, uso de anti-inflamatórios, acupuntura, fortalecimento muscular (inclusive musculação), e até infiltrações ou cirurgia em casos extremos — embora não seja o cenário imediato. Especialistas consultados garantem que, com cuidados adequados, é possível controlar a dor e restabelecer a mobilidade.