DIZ AÍ, PROFESSOR!

António Oliveira continua como técnico do Remo e defende o trabalho

Comissão técnica garante que o Remo está construindo um "caminho bonito" na Série B e projeta evolução no torneio.

Time não consegue vencer na Série B - Foto: Mauro Ângelo/Diário
Time não consegue vencer na Série B - Foto: Mauro Ângelo/Diário

A entrevista coletiva do técnico António Oliveira após a derrota de ontem foi breve. E, de certa forma, até surpreendente. Muitos dos presentes na sala de imprensa do Mangueirão acreditavam que poderia ser apenas um pronunciamento da diretoria, mas no fim o treinador português está mantido no cargo. Para ele, o Remo teve uma atuação boa, mas pecou no momento mais importante do futebol, o de colocar a bola na rede.

“O Remo fez tudo para ganhar este jogo. Foi uma equipe que teve seis chances claras de gol contra uma equipe extremamente equilibrada e organizada. O Criciúma não ofereceu grande resistência porque sempre estivemos bem posicionados, com equilíbrio para impedir alguma transição do adversário”, disse. “Conseguimos controlar muita profundidade do adversário, de uma equipe que veio da Série A e nós viemos a Série C, portanto logo há um impacto. Foi um jogo desafiante até o lance do pênalti, quando claramente fomos prejudicados. Mas, isso pouco ou nada importa, o que as pessoas querem é o resultado, eu compreendo”.


Nas poucas respostas das poucas perguntas, Oliveira insistiu que o Remo fez um grande jogo, mas pecou pela falta de eficiência. Ele defendeu o trabalho que vem sendo feito no dia a dia no Baenão. “Eu acho que para nós evoluirmos mais, nós temos de perceber de onde viemos, quem somos e para onde queremos ir. Quando partimos daí e tivermos essa humildade, poderemos crescer (…) É evidente que é um caminho bonito que esta equipe está construindo e me dá um orgulho imenso”.

Segunda maior folha salarial?

O treinador reclamou de informações que apontam que o Remo tem uma das maiores folhas salariais da Segundona e, por isso, tem a obrigação de estar nas primeiras posições. De acordo com ele, um apontamento inverídico. “Ao contrário daquilo que as pessoas falam, que é a segunda folha salarial da competição, isso é mentira. É uma uma campanha, na minha opinião, injusta, desproporcional e premeditada, que gera este desconforto todo, que gera este ambiente que não ajuda em nada ao futebol do Pará”, afirmou.

“As pessoas têm que acreditar naquilo que nós temos por fazer, da competência, do meu profissionalismo e do meu caráter, porque não aceito que as pessoas tomem algum juízo de valor, porque as pessoas não me conhecem. Isto é uma situação, como eu já disse, de várias palavras que eu vou dizer, injusta e desproporcional”, finalizou o técnico azulino.