Coube ao PSC abrir a caminhada paraense na Série B 2025 e o primeiro desafio na rota alviceleste é o Atlético Paranaense, adversário de qualidade e considerado o time a ser batido na competição. Classificado para decidir o Campeonato Paraense e a Copa Verde, o Papão vive um momento de consolidação no aspecto coletivo, sob o comando de Luizinho Lopes, que dirige a equipe há nove partidas.
Será o confronto de maior envergadura do PSC na temporada. Por enquanto, o time se limitou a enfrentar equipes regionais, sem ter sido testada contra adversários mais qualificados. O clássico com o Remo (1 a 1) foi o que exigiu mais no aspecto técnico.
Contra o Atlético, hoje à noite, o Papão não poderá se dar ao luxo de oferecer as muitas facilidades vistas contra Capitão Poço e Águia, times modestos que conseguiram criar problemas para a linha de defesa.
Nem é possível esperar um jogo de recuo, sem a opção estratégica do contra-ataque, que marcou o 2º tempo diante do Águia. Pela entrevista que Luizinho Lopes concedeu após o jogo, a preocupação com a defesa parece concentrar as suas atenções, o que é natural diante de um adversário qualificado.
Do meio para a frente, o PSC não deve ter mudanças em relação aos últimos jogos. Leandro Vilela, Matheus Vargas e Marlon têm atuado seguidamente, sem que o problema de criatividade se resolva.
Na frente, o ponto alto é a boa fase do trio Rossi, Nicolas e Borasi. Contra o Águia, as finalizações e assistências de Rossi constituem o principal destaque do time, repetindo o que tem acontecido em praticamente todas as partidas do Papão na temporada.
A estreia na Série B deve consolidar o papel de Rossi como líder e expoente técnico do PSC. O êxito do time contra o Furacão vai depender, em boa medida, de sua movimentação e capacidade de definição.
Leão faz ajustes para a estreia na Série B
As duas partidas de Daniel Paulista como treinador do Remo garantiram duas vitórias importantes, mudanças estruturais na maneira de jogar e várias interrogações sobre o real potencial do time para a disputa da Série B, que começa para os azulinos contra a Ferroviária (SP), domingo, 6.
Contra Santa Rosa e Tuna, pelo Campeonato Paraense, o Remo atuou dentro de um sistema diferente, claramente destinado a testar possibilidades para o Brasileiro. É evidente, por exemplo, a preocupação em reforçar o setor defensivo.
No período de Rodrigo Santana à frente da equipe, havia uma clara preocupação em priorizar o ataque, contando com a forte participação dos alas para fortalecer as ações ofensivas.
O novo modelo traz uma linha de defesa mais conservadora, com laterais que marcam e atacam quando é possível. O meio-de-campo tem funções mais marcadoras, o que acaba por reduzir as alternativas na frente.
Contra o Santa Rosa, a entrada do volante Caio Vinícius deu mais solidez à proteção da zaga, mas deixou o setor com baixa mobilidade, ao contrário do que ocorria quando Jaderson e Pavani se revezavam na cobertura.
O ataque fica na dependência da movimentação de Dodô, centralizado no setor de criação, e dos avanços dos laterais Kadu e Alan Rodriguez. As infiltrações na área inimiga, muito comuns anteriormente, praticamente desapareceram.
Contra a Tuna, anteontem, essa ausência de mobilidade deixou o Remo sem força de pressão em boa parte do 2º tempo, sem aproveitar as oportunidades que o adversário oferecia, abrindo espaços na marcação. A situação só melhorou com a entrada de Adailton.
Os últimos ajustes para a estreia devem incluir a definição entre Ytalo e Felipe Vizeu para comandar a ofensiva e o posicionamento de Dodô, cujo estilo mais lento torna o ataque mais engessado.
Inscrições abertas para o Copão do Lago de Tucuruí
A cidade de Tucuruí se prepara para promover um dos maiores torneios esportivos da região tocantina. Com jogos nos dias 30 e 31 de maio e 1º de junho, o Copão do Lago de Tucuruí reunirá times de diversas localidades em competições previstas para o ginásio poliesportivo Ismaelino Pontes, oferecendo premiação recorde de R$ 50 mil.
Além da disputa esportiva, o Copão alavanca o turismo e a economia do município, um dos mais desenvolvidos do nordeste paraense. A competição deve aumentar o fluxo de visitantes, beneficiando diretamente os setores de alimentação, hotelaria, transportes e comércio.
Segundo o secretário municipal de Esporte, Mateus Arrais, o torneio vai muito além das quadras, tornando-se uma oportunidade de crescimento econômico para Tucuruí. A realização do Copão reforça a vocação do município para sediar grandes eventos esportivos, atraindo competidores e torcedores das localidades próximas.
O Copão do Lago de Tucuruí deve ter a participação de pelo menos 20 equipes do Estado. “Eventos como esse são fundamentais para fomentar o esporte e gerar impacto positivo no comércio local. Teremos equipes de várias regiões do Pará, o que significa mais visitantes e visibilidade para a cidade”, observa Mateus Arrais.