Foto: Reprodução/Noah's Ark Scans
Foto: Reprodução/Noah's Ark Scans

Um grupo de arqueólogos do projeto Noah’s Ark Scans anunciou planos para escavar o sítio geológico Durupinar, localizado no leste da Turquia, próximo ao Monte Ararat, em busca de novos indícios sobre a possível existência da “Arca de Noé”.

Os pesquisadores acreditam que a formação, com 157 metros de extensão, possa abrigar vestígios da embarcação descrita no Antigo Testamento. O local foi identificado pela primeira vez em 1959, pelo capitão İlhan Durupınar, e desde então tem atraído o interesse de cientistas e curiosos.

Em comunicado oficial, o grupo afirmou que as escavações ainda não começaram, pois são necessários levantamentos geofísicos adicionais e um planejamento de preservação antes de qualquer intervenção.

“O local fica em uma área de fluxo de terra ativo com invernos rigorosos, então proteger a área é nossa principal prioridade. Nos próximos anos, nossos parceiros universitários turcos realizarão testes não destrutivos — como amostragem de solo, varreduras por radar e outros métodos — para determinar se as estruturas que detectamos são realmente feitas pelo homem ou simplesmente formações naturais. Somente depois de reunirmos evidências suficientes e termos um plano de preservação adequado em vigor, consideraremos a possibilidade de escavação”, informou a equipe.

“Evidências” subterrâneas

Entre 2014 e 2021, os pesquisadores realizaram varreduras com tomografia de resistividade elétrica (ERT) e radar de penetração no solo (GPR). As análises revelaram estruturas lineares subterrâneas, ângulos retos e camadas distintas das formações rochosas naturais típicas da região.

De acordo com o projeto, uma reanálise feita em 2025 apontou “evidências convincentes” de uma estrutura artificial sob o fluxo de lama. As varreduras mostram um corredor central de 71 metros e estruturas angulares, semelhantes a salas, que se estendem até 6 metros de profundidade.

“A reanálise confirma o que suspeitávamos: essas não são formas aleatórias no fluxo de lama. A presença de corredores e estruturas semelhantes a salas aponta para uma origem artificial para o formato de barco”, explicou Andrew Jones, principal pesquisador do grupo.

Próximos passos

Nos próximos anos, a equipe, composta por estudiosos americanos e turcos, pretende continuar as análises geofísicas com o apoio de universidades locais. Somente após reunir evidências suficientes e garantir medidas de proteção ambiental, o grupo pretende iniciar escavações formais no local.

Editado por Débora Costa