
O cronograma de pagamento do Abono Salarial PIS/Pasep de 2026 será anunciado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nas próximas semanas. Enquanto a nova agenda não é oficialmente divulgada, vale lembrar que quem tem direito ao benefício em 2025 poderá resgatar os valores até o fim de dezembro, antes que virem recursos esquecidos no sistema. O abono funciona como uma espécie de 14º salário destinado a trabalhadores de baixa renda e, a partir do próximo ano, passará a seguir novas regras de acesso. Em 2026, serão pagos os valores referentes ao ano-base de 2024, seguindo a lógica de sempre considerar dois anos anteriores ao calendário vigente.
O calendário será definido pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), em reunião marcada para 16 de dezembro. Caberá ao MTE consolidar quantos trabalhadores terão direito ao benefício. Em 2025, o programa contemplou 25,8 milhões de pessoas, com orçamento total de R$ 30 bilhões. Até o calendário atual, os critérios para receber o abono seguiam quatro exigências básicas: estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos; ter recebido até dois salários mínimos médios no ano-base; ter trabalhado ao menos 30 dias, consecutivos ou não; e ter os dados corretamente enviados ao eSocial pelo empregador.
Novas Regras do Abono Salarial PIS/Pasep a partir de 2026
A partir de 2026, contudo, esse modelo muda. Uma PEC aprovada no fim do ano passado, dentro do pacote fiscal do governo Lula, determinou que o critério de renda será corrigido anualmente pela inflação. A referência de dois salários mínimos de 2023 (R$ 2.640) passa agora a ser atualizada pelo INPC e permanecerá em transição até que corresponda ao equivalente a um salário e meio mínimo — patamar considerado permanente. Como o salário mínimo costuma ter reajuste acima da inflação, o governo estima que a mudança se consolide por volta de 2035, quando o limite de renda para acessar o abono será efetivamente de 1,5 salário mínimo, e não mais de dois.
Projeções e Valores do Abono Salarial para 2026
Ainda não há valor exato definido para 2026, mas as projeções indicam que o corte de renda deve ficar em torno de R$ 2.900, considerando o piso de 2023, a inflação de 2024 e a estimativa inflacionária para este ano. Em relação aos valores a receber, nada muda: o abono seguirá a variação do salário mínimo. Como o piso nacional deve subir para R$ 1.631 em 2026, esse será o valor máximo pago ao trabalhador que exerceu atividade durante todos os 12 meses de 2024. Quem trabalhou apenas um mês, por sua vez, deve receber cerca de R$ 135,91, com o valor aumentando proporcionalmente ao tempo de serviço.