Foto: Reprodução
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A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que institui um auxílio financeiro de até R$ 600 a cuidadores não remunerados de pessoas idosas ou com deficiência.

Segundo o relator da proposta, deputado Weliton Prado (Solidariedade-MG), a ideia é garantir um suporte para milhões de brasileiros, sobretudo mulheres, que renunciam às oportunidades profissionais para se dedicar a essa função.

Ele também entende o auxílio como um reconhecimento do governo brasileiro ao cuidado oferecido de forma não remunerada por familiares. Conforme o texto aprovado, para receber e manter o auxílio financeiro, os cuidadores não remunerados precisam:

  • cuidar continuamente de uma pessoa idosa ou com deficiência;
  • morar na mesma casa que a pessoa de quem cuidam;
  • não ter um trabalho remunerado que impeça o cuidado principal;
  • estar com o CadÚnico atualizado; e
  • ter uma renda familiar mensal por pessoa de até 1/4 do salário mínimo.

Permanência

O auxílio financeiro ao cuidado não remunerado poderá ser acumulado com benefícios oriundos de programas de transferência de renda, no valor de até 1 um salário mínimo, garantido o direito de opção.

Os cuidadores beneficiários cuja renda familiar per capita mensal ultrapasse o valor estabelecido poderão receber a metade do auxílio financeiro por até 24 meses. Os gastos decorrentes da medida serão custeados pelas seguintes fontes de recursos:

  • Fundo Nacional de Assistência Social;
  • parcerias com órgãos e entidades do governo;
  • doações de pessoas ou empresas; e
  • fundos públicos com dinheiro extra ou sem uso.

A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Fonte: Agência Câmara de Notícias