Com a aproximação do fim do ano, cresce a expectativa de milhões de trabalhadores brasileiros pelo pagamento do 13º Salário, benefício previsto na legislação desde 1962. Além de ajudar no orçamento das festas e despesas de dezembro, a remuneração extra é um direito garantido a quem trabalhar por pelo menos 15 dias sob regime CLT.

Quando o dinheiro cai na conta

Em 2025, as empresas podem escolher entre duas formas de pagamento:

  • Parcela única: até 28 de novembro;
  • Duas parcelas: a primeira até 28 de novembro e a segunda até 19 de dezembro, já que o dia 20 cai em um fim de semana.

A primeira parcela corresponde a 50% do salário bruto e não possui descontos. Já a segunda inclui INSS, FGTS e Imposto de Renda, o que faz o valor final variar conforme a faixa salarial do trabalhador.

Como calcular o 13º salário

O benefício é calculado com base no salário bruto do mês anterior e é proporcional ao período trabalhado no ano. Para descobrir o valor:

  1. Divida o salário bruto por 12;
  2. Multiplique pelo número de meses trabalhados.

Quem recebe remuneração variável deve considerar a média salarial dos últimos 12 meses, incluindo horas extras e adicionais noturno, de insalubridade e de periculosidade.

Aumentos salariais e demissões

Funcionários que receberam aumento até outubro terão a primeira parcela calculada com o novo salário. Se o reajuste ocorrer apenas em novembro, a mudança só será aplicada na segunda parcela.

Em casos de demissão sem justa causa ou pedido de demissão, o 13º proporcional deve ser pago junto à rescisão. Apenas trabalhadores demitidos por justa causa perdem o direito ao benefício.

Quem recebe — e quem não recebe

Têm direito ao 13º salário:

  • Trabalhadores com carteira assinada (CLT);
  • Aposentados e pensionistas do INSS, que já receberam o benefício no primeiro semestre.

Não têm direito ao 13º:

  • Trabalhadores informais, autônomos e intermitentes;
  • Estagiários, por não terem vínculo empregatício;
  • Demitidos por justa causa;
  • Beneficiários de programas sociais, como o Bolsa Família.

O 13º salário segue sendo um dos principais reforços financeiros do fim do ano, ajudando no planejamento e na organização das despesas das famílias.