
Pará - A adoção de práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) deixou de ser uma exclusividade das grandes corporações para se tornar um requisito estratégico para a sobrevivência e o crescimento das micro e pequenas empresas (MPEs). A boa notícia é que a sustentabilidade não exige, necessariamente, planos robustos ou altos investimentos iniciais. Com medidas simples e de baixo custo é possível obter resultados imediatos, como a redução de custos operacionais e o aumento da competitividade.
A Gerente da Unidade de Empreendedorismo Feminino, Diversidade e Inclusão do Sebrae Nacional, Georgia Ferreira Martins Nunes, considera o compromisso com as práticas ESG um diferencial estratégico para empresas de todos os portes. “Para as micro e pequenas empresas, incorporar esses princípios pode representar não apenas um alinhamento às novas demandas do mercado, mas também uma oportunidade real de crescimento sustentável e fortalecimento da competitividade”.
Ela destaca que é totalmente possível iniciar a jornada ESG com mudanças pontuais no dia a dia. O primeiro passo é realizar um diagnóstico dos pontos críticos do negócio e começar com ações que tragam resultados imediatos, como o controle de consumo de energia e o uso consciente de recursos. “Nem sempre é necessário grandes investimentos. A adoção de práticas sustentáveis não é exclusividade de grandes empresas e pode começar com mudanças simples e de baixo custo. A maturidade ESG no negócio deve ser evolutiva e estar alinhada à sua estratégia de mercado para que aumente sua percepção de valor”, pontua Georgia. “Os Benefícios imediatos são a redução de custos operacionais (energia, água, insumos), melhoria da imagem da marca e maior engajamento de clientes e colaboradores”.
Para alinhar o seu negócio aos princípios da sustentabilidade, os pequenos negócios podem começar com ações práticas, focadas na redução de custos e de impacto, como o investimento em eficiência energética, substituindo lâmpadas por LED, aproveitando mais a luz natural e desligando equipamentos quando não estiverem em uso; em políticas de gestão de resíduos, implementando coleta seletiva, incentivando a reciclagem e reduzindo desperdícios; em promoção do uso consciente da água, através da instalação de dispositivos economizadores e reutilização de água quando possível; em compras sustentáveis, priorizando fornecedores locais e com práticas responsáveis, fortalecendo a economia local; em digitalização de processos para reduzir uso de papel com documentos digitais e comunicação online; e em mobilidade sustentável, incentivando o transporte coletivo, caronas ou bicicletas para colaboradores.
EQUIPE
Os colaboradores, inclusive, são parte fundamental do processo. Para que as mudanças se consolidem, é crucial que o empreendedor também envolva toda a sua equipe. “A sustentabilidade não se concretiza apenas em políticas ou relatórios; ela depende da cultura organizacional e das atitudes diárias dos colaboradores”, considera Georgia, ao pontuar que é possível fazer isso promovendo treinamentos sobre sustentabilidade, criando metas simples como reduzir uso de copos descartáveis, reconhecendo boas práticas internamente e se aproximando da cadeia de valor.
Em um cenário onde o mercado valoriza cada vez mais a responsabilidade socioambiental, a preocupação real com a sustentabilidade aumenta a competitividade de forma significativa. “A adoção de práticas sustentáveis deixou de ser apenas um diferencial e tornou-se um requisito estratégico para a sobrevivência e crescimento dos pequenos negócios. Segundo especialistas do Sebrae, competitividade e sustentabilidade devem caminhar juntas”, avalia a gerente da Unidade de Empreendedorismo Feminino, Diversidade e Inclusão do Sebrae. “É uma demanda crescente: o mercado valoriza cada vez mais as empresas que demonstram responsabilidade ambiental, social e de governança. E as grandes empresas buscam fornecedores com compromisso socioambiental para integrar suas cadeias de valor, garantindo conformidade com padrões ESG”.
COMO COMEÇAR?
É possível começar pequenas mudanças sem precisar criar um plano de sustentabilidade robusto ou grandes investimentos. Pequenas mudanças no dia a dia já geram impacto positivo e podem ser implementadas de forma gradual. O Sebrae orienta que a sustentabilidade é um processo contínuo, e cada ação conta para construir um negócio mais responsável e competitivo.
A partir deste entendimento, a Gerente da Unidade de Empreendedorismo Feminino, Diversidade e Inclusão do Sebrae Nacional, Georgia Ferreira Martins Nunes, aponta que o primeiro passo é diagnosticar os pontos críticos do negócio e adotar práticas simples que tragam resultados imediatos, como: controle de consumo de energia e uso consciente de recursos. “Essas ações são de baixo custo, fáceis de implementar e podem ser feitas sem um plano formal. Depois, evoluir para um plano estruturado, usando ferramentas de apoio como o Selo ESG Sebrae na Plataforma Crescimento Sustentável (https://esg.sebrae.com.br)”, aponta. “O Selo SEBRAE ESG foi desenvolvido para incentivar e reconhecer as boas práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) entre micro e pequenas empresas (MPEs). Com base técnica na ABNT PR 2030, a iniciativa estabelece critérios essenciais que auxiliam as empresas a iniciarem sua jornada ESG a avaliarem seu nível de maturidade nessas práticas. O Selo Sebrae ESG é um instrumento educativo que orienta as empresas a aprimorarem suas práticas ESG de forma contínua”.
Editado por Débora Costa