Como divulgar seu negócio de impacto socioambiental nas redes sociais

Diante da necessidade de comunicar e de recursos inicialmente modestos para investir, o uso das redes sociais, a partir de bons métodos de marketing digital, é estratégico para promover pequenos negócios de impacto socioambiental. Com poucos recursos e algum planejamento, o empreendedor pode estruturar a sua presença digital com alguns passos simples.

O especialista em marketing digital e professor de comunicação, Rodolfo Marques, considera que o marketing digital se tornou indispensável para pequenos empreendedores, na medida em que democratiza o acesso ao público. Ele aponta que, mesmo com baixo investimento, é possível alcançar as pessoas certas, no momento certo, e com mensagens altamente personalizadas. “Para negócios de impacto socioambiental, isso ainda é mais estratégico, pois o digital pode mostrar causas, processos e valores de uma forma mais transparente, criando conexão emocional, criando credibilidade e comunidade em torno de um propósito”, avalia. “Quem não está bem posicionado no ambiente digital, se torna invisível para boa parte dos consumidores e das consumidoras”.

Para iniciar essa presença digital, portanto, o empreendedor precisa começar por aquilo que é o mais básico: entender claramente quem é o seu público, quais dores essa audiência tem e como o seu negócio resolve essas dores. “Criar a persona, que é aquele ou aquela cliente ideal, é essencial. Depois disso, é fundamental definir uma identidade verbal e visual consistente: Como o empreendimento quer ser percebido? É aquela questão da projeção da imagem, o conceito que você quer estabelecer em torno de si enquanto marca, enquanto empresa”, orienta. “E é importante também criar conteúdos que respondam às principais dúvidas e interesses desse público. Eventualmente, as FAQs – que são aqueles canais de perguntas e respostas frequentes – pode ser um caminho interessante para iniciar. Um site simples, uma página bem estruturada, perfis sociais atualizados e informações claras formam um alicerce bem eficiente”.

No caso específico dos negócios de impacto socioambiental, também é importante se posicionar corretamente nas redes para comunicar seus propósitos socioambientais de maneira clara, sem correr o risco e cair em discursos genéricos ou em greenwashing (termo usado para identificar uma prática enganosa onde uma empresa se promove como sustentável ou ambientalmente conscientes, mas suas ações reais são superficiais). “Para comunicar propósitos socioambientais sem cair em greenwashing, o segredo é priorizar provas reais, falar menos em sustentabilidade de forma abstrata e mostrar mais processos, materiais utilizados, impacto medido, depoimentos – que são as provas sociais -, fotos do dia-a-dia”, exemplifica o especialista. “É a venda pela não venda, é a construção de um conceito sem criar constrangimentos ou sem invadir demais a vida dos potenciais clientes. Quando o empreendedor apresenta dados concretos e histórias verdadeiras, o público reconhece a autenticidade, que é um valor hoje muito caro dentro dos contextos empresariais”.

Tendo esses cuidados em mente, outro aspecto a ser considerado pelo empreendedor é a definição de quais plataformas digitais ele deseja ter essa presença digital. Entre as mais usadas no Brasil estão redes como o Instagram, o TikTok, o YouTube e WhatsApp. Rodolfo Marques explica que cada rede tem suas dinâmicas, linguagens, públicos diferentes. “Para negócios que dependem de forte apelo visual, por exemplo, o Instagram e o TikTok funcionam muito bem. Para conteúdos educativos, os canais do YouTube são excelentes. WhatsApp é ideal para atendimento e relacionamento direto. O importante é escolher onde o público realmente está, para poder fazer esse mix de mídia e para fazer a escolha correta das mídias e das redes sociais, lembrando que não há uma fórmula única, mas existe uma maneira de você fazer uma boa mistura que traga bons resultados”.

No caso de empreendedores que dispõem de poucos recursos para isso, estratégias simples e de baixo custo também podem gerar uma boa visibilidade. Na maioria dos casos, um smartphone pode atender à demanda. “Para microempreendedores com poucos recursos, eu entendo que algumas estratégias de alto impacto e baixo custo incluem a produção de conteúdos simples com o próprio celular, o uso do storytelling, que é contar histórias para mostrar bastidores, participação em grupos de comunidades relevantes e também essa ideia de você gerar nos potenciais clientes a possibilidade de compartilhar experiências”, aponta. “Lives, parcerias e contatos com pequenos criadores locais, além do bom uso do WhatsApp Business, podem gerar grande visibilidade sem investimento financeiro. O que acaba fazendo diferença, na minha leitura, é a consistência, juntamente com a clareza da mensagem e a proximidade com o público”.

Editado por Débora Costa

Cintia Magno

Repórter

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Possui MBA em Jornalismo Digital e Pós-Graduação em Sustentabilidade e Responsabilidade Social. É repórter do jornal Diário do Pará desde 2011. Atuou na cobertura internacional da COP28, em Dubai (Emirados Árabes Unidos), e da COP29, em Baku (Azerbaijão).

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Possui MBA em Jornalismo Digital e Pós-Graduação em Sustentabilidade e Responsabilidade Social. É repórter do jornal Diário do Pará desde 2011. Atuou na cobertura internacional da COP28, em Dubai (Emirados Árabes Unidos), e da COP29, em Baku (Azerbaijão).