Servidor público é preso pela Polícia Civil na véspera do Ano-Novo em Curitiba.
Servidor público é preso pela Polícia Civil na véspera do Ano-Novo em Curitiba.

Um servidor público do Instituto Federal do Paraná (IFPR) foi preso preventivamente na tarde de 31 de dezembro de 2025, véspera do Réveillon, sob a acusação de apologia ao nazismo, ameaça de atentado e veiculação de símbolos nazistas em perfis de redes sociais, em Irati, na região central do estado, informou a Polícia Civil.

As investigações começaram após denúncias anônimas de que o técnico em contabilidade, identificado como Phetronio Paulo de Medeiros, de 40 anos, publicava repetidamente a cruz suástica — símbolo associado ao regime nazista — acompanhada de saudações e frases de ameaça em plataformas como Instagram e aplicativos de mensagens, o que levou a corporação a requisitar a prisão diante do padrão de postagens consideradas perigosas, especialmente em datas de grande circulação pública.

Enfrentamento a crimes de ódio

Agentes do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre) cumpriram o mandado no centro de Curitiba, onde o servidor estava em um apartamento alugado para passar a virada de ano. A ação demonstrou a atuação das forças policiais no enfrentamento a crimes de ódio e intolerância, inclusive em contextos digitais — crimes que, por lei, configuram apologia ao nazismo e podem resultar em detenção preventiva quando há indícios de ameaça concreta à segurança pública.

Padrão de comportamento

Segundo a Polícia Civil e o delegado responsável, Rafael Rybandt, o padrão de comportamento digital identificado nas redes sociais do suspeito incluía publicações com símbolos e frases exaltando o regime nazista, além de expressões claras de ameaça às pessoas, o que motivou o pedido de prisão diante do risco potencial decorrente da circulação desses conteúdos.

Medeiros trabalhava no IFPR há cerca de um ano e quatro meses, e, em nota oficial, a instituição lamentou o episódio e informou que o servidor será afastado imediatamente de suas funções, com abertura de processo administrativo disciplinar para apuração dos fatos, ressaltando que tais condutas “afrontam diretamente os valores e princípios” da instituição.

Luiz Flávio

Paraense, natural de Belém (PA), graduado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Pará (UFPA) desde 1997. Repórter Especial do jornal Diário do Pará, onde atua desde 1995 na cobertura das editorias de Política, Economia e Cidades. Possui desde 2013 a coluna “Justiça em Fatos”, especializada em notícias jurídicas locais e nacionais, publicada no jornal aos domingos.

Paraense, natural de Belém (PA), graduado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Pará (UFPA) desde 1997. Repórter Especial do jornal Diário do Pará, onde atua desde 1995 na cobertura das editorias de Política, Economia e Cidades. Possui desde 2013 a coluna “Justiça em Fatos”, especializada em notícias jurídicas locais e nacionais, publicada no jornal aos domingos.