Foto: PCPA
Foto: PCPA

A Polícia Civil do Pará prendeu, em Igarapé-Miri, um homem investigado por associação criminosa e por ameaçar servidores do Poder Judiciário do município. A equipe da Delegacia de Igarapé-Miri, com apoio da Superintendência Regional e do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI) do Baixo Tocantins, cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra o investigado, que já era monitorado pela Justiça e tinha obrigação de comparecer regularmente ao Fórum da cidade. 

No início de dezembro, policiais tomaram conhecimento de que servidores e membros da Justiça de Igarapé-Miri estavam sendo ameaçados por integrantes de uma organização criminosa com base em comunidades do Rio de Janeiro. As intimidações, segundo as investigações, tinham como objetivo pressionar e constranger o funcionamento da Justiça local, em um contexto em que facções de outros estados tentam expandir influência sobre cidades do interior da Amazônia.

Investigação e Ameaças à Justiça

As ameaças se tornaram mais graves quando, durante uma visita de rotina ao Fórum de Igarapé-Miri para assinar a frequência determinada em juízo, o investigado passou a fotografar, discretamente, as dependências do prédio e os servidores presentes. O comportamento chamou a atenção e foi comunicado imediatamente às autoridades. Com base nas imagens do circuito de segurança e em outros elementos colhidos pela equipe de investigação, a Polícia Civil representou ao Judiciário pelas medidas cautelares, que foram deferidas.

Na fase de cumprimento das ordens judiciais, os agentes foram até a residência do suspeito. No local, na presença da companheira do investigado, apreenderam dois aparelhos celulares, que serão periciados para tentar identificar eventuais contatos com outros membros da organização criminosa, ordens recebidas de fora do estado, além de mensagens relacionadas às ameaças dirigidas aos servidores do Judiciário. O homem foi conduzido à unidade policial, onde passou pelos procedimentos legais e permanece à disposição da Justiça. 

Até o momento, as informações divulgadas pela Polícia Civil e por veículos de imprensa apontam apenas que o suspeito “integra uma facção criminosa” responsável por ameaçar servidores da Justiça de Igarapé-Miri, com liderança ou apoio logístico em comunidades do Rio de Janeiro, mas não revelam publicamente o nome da organização nem a identidade civil do investigado.  Em situações desse tipo, é comum que detalhes sobre o grupo e a posição do suspeito na hierarquia criminosa fiquem resguardados por sigilo para não prejudicar o inquérito e eventual compartilhamento de informações com outros órgãos de segurança.

Editado por Luiz Octávio Lucas