Foto: Reprodução/Band
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A Polícia Civil do Amazonas prendeu temporariamente, em Manaus, uma influenciadora digital suspeita de envolvimento com o crime organizado. A investigação teve início após a circulação de vídeos nas redes sociais em que a jovem, conhecida por ter participado de um reality show local, aparece dançando e exibindo armas de fogo de alto calibre.

Nas imagens que chamaram a atenção das autoridades, a influenciadora e outra mulher surgem empunhando pistolas semiautomáticas. Um dos armamentos possuía carregador especial, acessório que amplia a capacidade de disparos e permite o funcionamento em modo de rajada, semelhante ao de uma submetralhadora.

De acordo com a polícia, facções criminosas têm utilizado perfis de mulheres jovens e com grande alcance nas redes sociais para atuar no tráfico de drogas e em atividades ilegais sem despertar suspeitas imediatas das forças de segurança.

Identificação e prisões

Segundo o delegado responsável pelo caso, as investigações começaram após denúncias sobre os vídeos. A influenciadora foi localizada e presa enquanto treinava em uma academia. A polícia também identificou Carla Cristina, a segunda mulher que aparece nas gravações, que é esposa de um homem com extensa ficha criminal, incluindo passagens por homicídio, roubo e tráfico de drogas. O casal segue foragido.

Os envolvidos devem responder por associação criminosa, associação para o tráfico, porte ilegal de arma de fogo e apologia ao crime. As autoridades destacam que o uso de “blogueiras” para ostentação, recrutamento e fortalecimento de facções não é um caso isolado.

Monitoramento de grupos femininos no crime

O fenômeno das chamadas “belas do crime” tem sido observado em diferentes regiões do país. No Rio de Janeiro, a Polícia Civil identificou Bianca Duarte, conhecida como “Fielzinha”, que atuava como recrutadora do Comando Vermelho na região da Penha e utilizava as redes sociais para divulgar a rotina da facção antes de ser presa.

No Piauí, a inteligência policial desarticulou em Teresina um grupo liderado por uma mulher conhecida como “Coreana”, apontada como integrante do Bonde do Maluco. A prisão ocorreu após a descoberta de um grupo exclusivo em redes sociais formado por lideranças femininas, usado para coordenar ações e expandir a atuação da facção no estado.