
Uma postagem publicada pelo perfil oficial do Grêmio Recreativo Rancho Não Posso Me Amofiná nesta quarta-feira, 7, provocou forte repercussão negativa nas redes sociais ao agradecer publicamente o ex-deputado federal Wladimir Costa (Solidariedade) por assumir e parcelar uma dívida trabalhista da escola.
No card divulgado, a diretoria afirma que o ex-parlamentar “assumiu a dívida trabalhista do Rancho Não Posso Me Amofiná e vem pagando as parcelas, honrando o compromisso com a comunidade jurunense e a cultura do carnaval”.

A publicação ainda traz um agradecimento direto assinado pelo presidente da agremiação, Jackson Santarém. “Em nome do Rancho Não Posso Me Amofiná e da comunidade jurunense, agradecemos imensamente pela ajuda e pelo apoio à nossa cultura e tradição carnavalesca”, informa a publicação.
Repercussão e críticas à publicação
Nos comentários, no entanto, a reação foi majoritariamente crítica. “Que decadência! Uma escola com nome e sobrenome no carnaval de Belém chegar a esse ponto. Lamentável!”, escreveu um internauta.
Outro comentário questionou a atual gestão. “Agora é mudar a presidência do Rancho!”, disparou outro. Há também quem critique a associação com figuras políticas. “Político não faz nada de graça, qual foi o ‘toma lá, dá cá’ do rancho?”, publicou uma seguidora.
A situação financeira da escola também foi alvo de questionamentos. “Como o Rancho chegou nessa situação? E por que a gestão não muda?”, escreveu um usuário. Já outro comentário ironizou o cenário. “O ex-presidiário agora dono do Rancho… essa administração já está na história do Rancho série B do carnaval paraense 2026”, debochou.
Defesa do pagamento da dívida
Apesar das críticas, algumas manifestações defenderam o pagamento da dívida. “Enfim conseguiu alguém para pagar dívidas por falta de administração”, comentou uma usuária. Outro seguidor escreveu: “Assumimos uma dívida que não era dessa administração e continuamos firmes sem se amofinar”.
Histórico judicial de Wladimir Costa
A polêmica ganha ainda mais peso diante do histórico judicial de Wladimir Costa. O ex-deputado federal responde a diversos processos e foi preso em abril de 2024 pela Polícia Federal. Em decisão recente, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Pará reduziu sua pena de 12 anos para seis anos e dez meses, em regime semiaberto, além de revogar a prisão preventiva.
Mesmo assim, ele segue condenado por violência política de gênero e extorsão contra a deputada federal Renilce Nicodemos (MDB), além de cumprir medidas cautelares, como monitoramento eletrônico e restrições de contato.