
Pará - O programa Periferia Viva, do Ministério das Cidades, alcançou reconhecimento internacional ao receber uma Expert Note do World Resources Institute (WRI), tornando-se exemplo global de governança climática e integração multinível para os países do Sul Global. O anúncio foi feito nesta segunda, 10, durante o painel “Periferias e Justiça Climática: Desafios e Inovações”, na COP30, em Belém — a primeira Conferência do Clima realizada na Amazônia. “O Brasil está um passo à frente. Temos muito orgulho de apoiar o Periferia Viva, um programa inovador na governança multinível, à medida que ele envolve desde o governo até comunidades locais”, afirmou Luis Antonio Lindau, diretor do Programa de Cidades do WRI.
Lançado em 2024 pela Secretaria Nacional de Periferias, o programa integra diferentes políticas públicas voltadas para as comunidades urbanas brasileiras, com foco em prevenção a desastres, adaptação climática, obras de urbanização e regularização fundiária. As ações têm como meta melhorar as condições de vida de quase 16 milhões de brasileiros que vivem em 12.348 comunidades urbanas — o equivalente a 8% da população nacional, segundo dados do IBGE.
Belém no centro das discussões climáticas
O painel que marcou o reconhecimento do programa foi conduzido pelo secretário Nacional de Periferias, Guilherme Simões, e contou com a presença do ministro das Cidades, Jader Filho, de Festus K. Ng’enoe, da Secretaria do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, e de representantes da ONU, WRI e Sebrae.
O debate girou em torno dos desafios e inovações em políticas públicas para resiliência, adaptação e justiça climática em territórios periféricos. “Quando falamos de emergência climática, os efeitos são mais fortes para quem vive nas comunidades urbanas. O Periferia Viva ancora essas políticas dentro da estratégia Periferia sem Risco, um conjunto de ações que constrói uma rede de políticas para adaptação climática”, explicou Guilherme Simões.
Jader Filho destacou o simbolismo de a COP30 ocorrer em Belém e defendeu o fortalecimento das ações preventivas nas periferias. “Quem primeiro sofre com os eventos climáticos extremos são as pessoas mais pobres, e o Brasil precisa protegê-las. Que a partir desta COP, na minha Belém, estados, municípios e o setor privado possam investir em prevenção e preparar nossas periferias”, disse o ministro.
Editado por Débora Costa