Veja o resumo da noticia

  • A Rede Sismográfica Brasileira registrou diversos tremores em 2025, monitorados por estações em todo o país, com destaque para o estado do Pará.
  • Rorainópolis, em Roraima, teve o tremor mais intenso, seguido por Poconé, no Mato Grosso, com eventos moderados em Parauapebas, Pará.
  • Três dos cinco maiores abalos sísmicos ocorreram em Parauapebas, colocando a região em evidência no cenário sísmico nacional em 2025.
  • A atividade em Parauapebas está ligada a estruturas geológicas antigas e à acomodação natural das tensões na crosta terrestre da região.
  • Os tremores são considerados comuns no Brasil e não representam grande risco, segundo especialista da Rede Sismográfica Brasileira.
  • O ranking considerou sismos intraplaca, excluindo terremotos andinos ligados à subducção da Placa de Nazca, registrados no Norte.
Pará tem três dos maiores tremores de 2025

A Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) registrou, ao longo de 2025, diversos tremores de terra em diferentes regiões do país, a partir do monitoramento realizado por quase 100 estações distribuídas pelo Brasil. Entre os cinco abalos de maior magnitude do ano, três ocorreram no Pará, todos no município de Parauapebas, no sudeste do estado, o que colocou a região em evidência no cenário sísmico nacional.

O tremor mais intenso de 2025 foi registrado em Rorainópolis, em Roraima, com magnitude 4,5, seguido por Poconé, no Mato Grosso, com 4,4. Na sequência aparecem três eventos em Parauapebas: magnitude 4,3 em 3 de abril, 4,2 em 9 de julho e 4,0 no dia 10 do mesmo mês. Apesar do destaque, os valores são considerados moderados.

Atividade Sísmica em Parauapebas

“Tremores nessa faixa de magnitude são relativamente comuns em algumas áreas do Brasil e, em geral, não representam risco elevado à população”, explica um especialista da RSBR. Segundo ele, a região sudeste do Pará apresenta histórico de abalos entre magnitudes 2 e 4, associados a estruturas geológicas antigas e à acomodação natural das tensões internas da crosta terrestre.

O ranking considerou apenas os chamados sismos intraplaca, típicos do interior do continente. Eventos mais fortes registrados no Norte, próximos à fronteira com o Peru, não entraram na lista por serem classificados como terremotos andinos, ligados à subducção da Placa de Nazca. “O acompanhamento contínuo permite compreender melhor esses fenômenos e orientar ações preventivas”, reforça o especialista.

Editado por Luiz Octávio Lucas

Matheus de Oliveira

Jornalista. MBA em Comunicação Empresarial, Marketing e Esportivo. Pós-graduado em Gestão do Esporte e Mídias Digitais. Apaixonado por contar histórias e conectar pessoas através do esporte. | @mathmiroli

Jornalista. MBA em Comunicação Empresarial, Marketing e Esportivo. Pós-graduado em Gestão do Esporte e Mídias Digitais. Apaixonado por contar histórias e conectar pessoas através do esporte. | @mathmiroli