No Brasil, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e legislações complementares preveem situações específicas em que o trabalhador pode se ausentar do serviço
Foto: Irene Almeida/Diário do Pará.

O Pará encerrou o mês de outubro reafirmando sua liderança na geração de empregos formais na Região Norte e consolidando um desempenho positivo tanto no mês quanto no acumulado do ano.

De acordo com o estudo do DIEESE/PA, elaborado a partir dos dados do Caged, foram registradas 45.127 admissões e 42.999 desligamentos, resultando em um saldo de 2.128 novos postos de trabalho — número que corresponde a quase metade de todas as vagas criadas na Região Norte no período. O resultado demonstra a capacidade do estado de manter estabilidade e crescimento mesmo em um cenário nacional marcado por oscilações.

Os principais setores responsáveis pela expansão do emprego formal em outubro foram Serviços, com saldo positivo de 2.378 vagas, seguido pela Indústria, que registrou 1.266 novos postos, e pelo Comércio, com 927 contratações líquidas. Esses segmentos confirmam sua relevância para a economia paraense, refletindo tanto o dinamismo urbano quanto a diversificação produtiva em curso. As quedas observadas na Construção Civil e na Agropecuária — influenciadas pela conclusão de grandes obras e por fatores sazonais — não comprometeram o resultado geral.

No acumulado de janeiro a outubro de 2025, o Pará manteve trajetória sólida, com 447.273 admissões contra 398.230 desligamentos, o que representa um saldo de 49.043 empregos com carteira assinada. O setor de Serviços aparece como o principal vetor de crescimento, somando 24.519 novas vagas no ano. Em seguida, figuram o Comércio (11.353), a Indústria (9.671) e a Construção (5.040). A Agropecuária foi o único setor com saldo negativo no período, com perda de 1.554 postos.

Liderança do Pará na Região Norte

A liderança regional do Pará é expressiva: o estado responde por mais de 40% de todos os empregos formais criados na Região Norte em 2025. No ranking nacional, ocupa a 13ª posição entre as unidades da federação com maior saldo de contratações, mantendo desempenho superior a estados de porte semelhante.

As projeções para o fechamento de 2025 são igualmente favoráveis. Mantido o ritmo médio de aproximadamente 40 mil admissões mensais, o Pará deve encerrar o ano com cerca de 500 mil contratações formais, número superior às 450 mil registradas entre janeiro e dezembro de 2024. O movimento dos últimos 12 meses reforça essa tendência: mais de 513 mil trabalhadores foram contratados com carteira assinada entre novembro de 2024 e outubro de 2025.

Expectativas para os Próximos Meses

Para os últimos meses do ano, a expectativa é de estabilidade — com a Construção Civil reduzindo seu quadro após a conclusão de obras impulsionadas pela COP30, enquanto os setores de Serviços e Comércio devem seguir como principais responsáveis pela manutenção do dinamismo do mercado de trabalho paraense. O conjunto dos indicadores reafirma a posição do Pará como destaque regional e como uma das economias mais consistentes na geração de empregos formais no país.

Editado por Luiz Octávio Lucas