
Em um evento que reuniu representantes do Centro Nobel da Paz, da Hydro e do Governo do Estado do Pará, foi inaugurado ontem, 10 de novembro, em Belém, o Banco da Paz. A escultura-banco carrega a mensagem de que o diálogo é o melhor instrumento para a paz e chega à capital paraense como um presente à COP30, permanecendo como um bem público para os moradores da cidade. O monumento simboliza as conversas e reflexões que marcarão a conferência.
Criado pelas empresas norueguesas Snøhetta, especializada em arquitetura, e Vestre, fabricante de mobiliário urbano, o Banco da Paz é feito de alumínio e inspirado na frase de Nelson Mandela: “O melhor instrumento é sentar e conversar.” Com seis metros de extensão e formato semicircular, o banco é mais baixo no centro, convidando naturalmente ao encontro e à conversa.
A cerimônia de inauguração contou com a presença de John Thuestad, vice-presidente executivo da Hydro Bauxita e Alumina; Anderson Baranov, CEO da Norsk Hydro Brasil; Helder Barbalho, governador do Pará; e Kjersti Fløgstad, diretora do Centro Nobel da Paz. Também participaram a primeira-dama Daniela Barbalho, a vice-governadora Hana Ghassan, a secretária de Cultura Ursula Vidal e outras autoridades estaduais.
“A Hydro tem orgulho de sua parceria com o Centro Nobel da Paz há mais de 20 anos, unida pela crença de que a paz é essencial para sociedades sustentáveis. Ao fornecer o alumínio para o Banco da Paz e instalá-lo no Pará, reforçamos nosso compromisso com o progresso social nas comunidades onde atuamos. Essa iniciativa simboliza nossa colaboração contínua com o Governo do Pará e destaca que o alumínio, material fundamental para soluções climáticas, tem origem em regiões como esta”, afirmou John Thuestad.
Produzido com alumínio fornecido pela Hydro, o banco representa um ciclo simbólico: o metal tem origem na bauxita extraída em Paragominas, refinada na Alunorte, em Barcarena, e exportada para fundições no Pará, na Noruega e em diversos países. Agora, o material retorna à sua origem na forma do monumento.
“Mais do que alumínio, este banco simboliza o compromisso da Hydro com o Pará e com a construção de sociedades mais viáveis, por meio do diálogo entre governos, sociedade civil, terceiro setor e iniciativa privada”, destacou Anderson Baranov. “É um presente para Belém, feito com o alumínio de baixo carbono que produzimos aqui, e um convite para que todos conversem sobre o futuro que queremos construir juntos, de forma responsável e sustentável.”
Instalado no Parque da Cidade, onde ocorre a Zona Verde da COP30, o Banco da Paz será um espaço público e acessível a todos. Após a conferência, permanecerá no local como doação conjunta do Centro Nobel da Paz, da Hydro, da Snøhetta e da Vestre, servindo como legado permanente das discussões climáticas e lembrança da importância do diálogo contínuo.
“Agradeço por este importante símbolo deixado como legado à nossa cidade. O Centro Nobel da Paz valoriza gestos e movimentos que promovem a paz, e é hora de compreendermos que a justiça climática também é essencial para alcançá-la, junto com a justiça social”, afirmou o governador Helder Barbalho.
O design do Banco da Paz foi apresentado pela primeira vez em 2019, na sede da ONU em Nova York, e outro exemplar está instalado em frente ao Centro Nobel da Paz em Oslo, na Noruega. Após a COP30, a Zona Verde será transformada em um novo parque urbano para os moradores de Belém, onde o banco permanecerá como patrimônio público.
“O Banco da Paz transforma o simples ato de sentar-se juntos em um lembrete poderoso de que o diálogo é essencial para resolver os grandes desafios do mundo. Colocá-lo em Belém para a COP30 reforça o papel do diálogo como elemento central nas discussões climáticas”, declarou Kjersti Fløgstad.
Sobre a Hydro
A Hydro é uma empresa líder global em alumínio e energia renovável, comprometida com um futuro sustentável. Desde 1905, transforma recursos naturais em soluções inovadoras que impactam positivamente pessoas e comunidades. Com mais de 33 mil colaboradores em 140 unidades de 40 países, a Hydro atua em toda a cadeia de valor do alumínio — da mineração de bauxita à produção e extrusão do metal.
No Brasil, onde emprega quase 7 mil pessoas, a companhia integra atividades de mineração, refino, produção de energia renovável e desenvolvimento de produtos para os setores de construção, automotivo e embalagens, entre outros, contribuindo para um mundo mais responsável e sustentável.