Paula Rascão - Ceo da eTrilhas. Foto: Marcelo Lelis/Ag. Pará
Paula Rascão - Ceo da eTrilhas. Foto: Marcelo Lelis/Ag. Pará
Foto: Marcelo Lelis/Ag. Pará

Com 468 quilômetros cortando 17 municípios do Pará e atravessando 13 áreas protegidas, o Brasil acaba de ganhar sua maior trilha sinalizada — um novo marco para o ecoturismo nacional. A Trilha Amazônia Atlântica foi lançada durante a COP30, no estande “Conheça o Brasil”, resultado de uma ação conjunta do Ministério do Turismo e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

O trajeto reúne história, conservação e geração de renda ao levar o visitante para dentro da cultura paraense: dos sabores tradicionais ao artesanato local, das unidades de conservação às comunidades que mantêm vivas práticas que atravessam gerações. A iniciativa busca fortalecer o turismo interno e atrair viajantes de outros países interessados em vivenciar a Amazônia de verdade — não aquela de cartão-postal, mas a do cotidiano, da floresta e de quem nela vive.

A trilha se divide em sete trechos que conectam florestas, manguezais, territórios quilombolas e áreas extrativistas, onde atuam catadores de caranguejo, quebradeiras de babaçu, pequenos agricultores e pescadores. É uma rota pensada para mostrar o que o Pará sempre teve de melhor: gente que sabe cuidar da terra enquanto vive dela.

O caminho

A jornada começa no centro histórico de Belém, segue por parques urbanos e áreas de mata até a Vila de Caraparu, avança para Castanhal, cruza quatro territórios quilombolas e acompanha a antiga Estrada Belém–Bragança até Capanema. Depois segue por Nova Olinda, atravessa os Campos Naturais Bragantinos, passa por Bragança e Augusto Corrêa, até alcançar Viseu, já na divisa com o Maranhão. O final é digno de cinema: o mirante da Serra do Piriá, com vista aberta para a imensidão da floresta.

Experiência e Praticidade na Trilha

Para facilitar a experiência, o aplicativo eTrilhas reúne informações sobre o percurso, serviços próximos e contatos diretos com prestadores locais. A expectativa é de que, no primeiro ano, cerca de 10 mil visitantes se aventurem pela rota, que pode ser percorrida a pé, de bicicleta ou até a cavalo — como se fazia antigamente, diga-se de passagem.

Mais informações no site: https://trilhaamazoniaatlantica.com.br/

Editado por Luiz Octávio Lucas