
O Prêmio Agropará, uma iniciativa de sucesso consolidada pelo DIÁRIO e pela Revista Agropará, já é reconhecido há quase uma década como uma referência fundamental para o agronegócio na região Norte do país. E por mais um ano a premiação reconhece e dá visibilidade ao trabalho desempenhado por produtoras e produtores no campo, dando continuidade a uma trajetória que tem como foco a valorização da identidade paraense e a exaltação da importância do setor agropecuário. Nesta 11ª edição, a iniciativa premia os destaques em 19 categorias.
O zootecnista e consultor da Revista Agropará, Guilherme Minssen, destaca que o Prêmio Agropará de 2025 superou todas as mais otimistas expectativas. “Primeiro, porque são 19 classificações, entre as listas tríplices e também os destaques em extensão, os destaques como técnicos, entre outros”, explica. “Nós tivemos cerca de 165 indicações. O Pará é muito amplo, é muito vasto, mas nós temos indicações do Baixo Amazonas, do Sul do Pará, de todo o Arquipélago Marajoara, temos muitas indicações do Nordeste e, claro, do Sudeste do Pará. Todo o estado teve alguém que é um destaque, que é um top na região. Essa é a 11ª edição e que nos deixa bastante felizes e satisfeitos pelo resultado desse trabalho”.
SOBRE O PRÊMIO
Lançado em 2015, na mesma época em que a Revista Agropará começou a ser encartada trimestralmente no DIÁRIO, o prêmio nasceu da preocupação do Grupo RBA em valorizar a identidade paraense e destacar uma área da economia de significativa importância para o Estado.
Consolidado como a maior premiação do agronegócio no Norte do país, o Prêmio Agropará tem o objetivo dedar visibilidade ao importante trabalho desempenhado no campo. A premiação elenca anualmente empreendimentos e produtores que se destacam em diferentes categorias. Um reconhecimento fundamental a empresários que exibem excelentes práticas e indicadores, servindo de exemplo para os demais e permitindo que o público em geral conheça o que é destaque no setor no Pará.
Ao longo dos anos, o prêmio tem demonstrado um compromisso com a qualidade e a credibilidade na seleção dos premiados. Ele também se aperfeiçoou, percebendo a necessidade de incluir novas categorias para destacar bons exemplos que ainda não haviam sido reconhecidos publicamente. Além disso, a capacidade da premiação de valorizar a produção local e regional é um fator chave, gerando um forte engajamento das comunidades envolvidas.
O rigor na apuração, característica que distingue o DIÁRIO em todas as suas editorias, também orienta a produção de conteúdo da Revista Agropará. Segundo o diretor de redação, Clayton Matos, a proposta da publicação é oferecer material editorial completo e de fácil compreensão, permitindo ao leitor aprofundar seu entendimento sobre um setor que desempenha papel decisivo na economia paraense. “O agronegócio é, há muitos anos, uma das forças mais dinâmicas do nosso Estado. Por isso, buscamos explicá-lo em suas diferentes dimensões e mostrar por que sua influência vai muito além dos números, alcançando o dia a dia de toda a sociedade”, afirma. “Reconhecer e valorizar o trabalho realizado pelo agro passa, necessariamente, por oferecer informação qualificada e esclarecer em quais frentes o Pará se destaca, um esforço que se reflete também no reconhecimento conquistado pelo Prêmio Agropará, resultado direto dessa produção de excelência”.
A gerente comercial do DIÁRIO, Patrícia Tupinambá, destaca que o Prêmio Agropará tem um papel fundamental porque vai além da premiação em si. “Ele reconhece, dá visibilidade e valoriza quem trabalha diariamente para fortalecer o agronegócio no nosso Estado. Ao destacar produtores, empresários e iniciativas de sucesso, o prêmio evidencia a importância do agro para o desenvolvimento econômico do Pará, estimula boas práticas e inspira todo o setor a inovar e crescer de forma sustentável”, considera. “É uma forma de reconhecer histórias que geram emprego, renda e contribuem diretamente para o progresso do Pará”.
A relevância do prêmio também se manifesta na sua capacidade de estabelecer parcerias estratégicas sólidas. Ao longo de 10 anos, o Prêmio Agropará firmou alianças com instituições e entidades de peso no setor, incluindo cooperativas, associações e órgãos governamentais, além de contar com o apoio de grandes marcas que investem no agronegócio.
Confira as categorias premiadas neste ano:
1. Bovinocultura
O Pará tem cerca de 26 milhões de bovinos, uma população extraordinária em bovinos de corte e bovinos de leite. Desse total, calcula-se em matrizes, em vacas, cerca de 10 milhões. E nessas 10 milhões, 1,6 milhão são inseminadas, ou seja, 16% têm inseminação artificial, o que demonstra o alto grau de tecnologia que o Pará tem nessa área. Guilherme Minssen destaca que, somente o Sul do Pará abriga, com assistência técnica, 1,1 milhão bovinos, sendo 500 mil matrizes. “É um número extraordinário e a bovinocultura paraense é, hoje, destaque no cenário nacional”.
2. Bubalinocultura
Em bubalinos, o Pará tem o maior rebanho do país. Com destaque tanto para a produção de carne, quanto de queijo e doce de leite.
3. Equinos, asininos e muares
Para esse grupo, o Pará abriga criadores na área de esportes, na área de recreação e, principalmente, na área de trabalho, no caso de uso dos animais para a tração. São animais fundamentais para a bovinocultura de corte e para a bubalinocultura. O Pará abriga diferentes raças, sendo duas paraenses: o Puruca Marajoara e o cavalo Marajoara.
4. Ovinos e Suínos
Não menos importante, a categoria de ovinos e suínos engloba a criação de ovelhas e a criação de porcos. Essa categoria também está presente em grande parte do estado, principalmente no caso dos suínos, representando uma força muito grande na economia.
5. Avicultura
Na avicultura, o Pará abriga tanto a produção de ovos, quanto de frangos para corte e uma avicultura desenvolvida para a produção de pintos de um dia. No estado, destacam-se municípios como Santa Isabel, Santarém e Marabá.
6. Aquicultura
A categoria abarca não apenas a criação de peixes, mas todos os crustáceos, uma gama muito grande, inclusive, de quelônios (produção de tartarugas). Em aquiculturas, o Pará hoje possui grandes criatórios e grandes fábricas de ração já se instalando para verticalizar essa produção. Além do extrativismo da piscicultura, o Estado também mantém a criação em tanques escavados.
7. Apicultura e meliponicultura
O estado mantém a criação tanto da Apis mellifera, que é a abelha com ferrão, quanto da meliponicultura, que são as abelhas sem ferrões. Na criação das abelhas sem ferrão, destacam-se municípios como São João de Pirabas, Bragança, Parauapebas.
8. Mercado PET
O mercado pet é um mercado gigante, basta lembrar que o Brasil é o segundo maior mercado da América, e o Pará cresce e cresce muito neste campo também.
9. Produção de grãos
A produção agrícola do Pará também é marcada pelo cultivo de grãos, como arroz, soja, milho. Guilherme Minssen destaca que o estado possui especialistas e grupos de largo alcance que fazem agricultura moderna, que desenvolve, que primeiro melhora o solo, depois melhora a planta e depois colhe esses grãos e exporta. “Exportamos muito grão, principalmente a soja. Ela é um dos nossos grandes atributos de exportação do Estado do Pará”.
10. Palma, óleo e gorduras vegetais
Nessa categoria, o especialista aponta que o Pará abriga grandes produtores em Belém, Moju, Santo Antônio do Tauá. São empresas produtoras do melhor dendê, de palmáceas de qualidade, de mudas de muita qualidade e que crescem ano a ano. “Palmáceas, para nós hoje, é um dos grandes motores de divulgação e expansão do mercado paraense”.
11. Fruticultura
Na fruticultura o Pará é outro destaque absoluto. O Estado possui uma produção muito expressiva de vários frutos, entre eles, o campeão que é o abacaxi no Sul do Pará, mas também em Tomé Açu, Igarapé Miri, Abaetetuba. “Não é só abacaxi, muito do cupuaçu e de várias frutas que nós exploramos nós temos gigantes do setor, pessoas que estão cada vez mais produzindo com qualidade”.
12. Açaí
A categoria confere destaque especial à produção de açaí pela força e representatividade que tem no estado do Pará. Minssen destaca que, nesta cultura, o Pará tem modelos extraordinários, que combinam a tradição do fruto à tecnologia.
13. Cacau
O cacau é mais uma cultura em que o Pará é campeão, sobretudo o cacau que habita as férteis terras da Transamazônica. Para além da produção em si, o estado também se destaca na verticalização, com a produção de outros produtos oriundos do cacau, o que está gerando uma economia bastante forte para o estado.
14. Reflorestamento em madeiras
Guilherme Minssen destaca que o Pará, hoje, tem vários projetos de reflorestamento, aproveitamentos de novas áreas, reflorestamentos incorporando áreas que já tinham sido degradadas também um trabalho muito importante na divulgação da madeira nobre e da transformação em diferentes produtos da movelaria.
15. Mandioca e feijão caupi
Desde a primeira edição do Prêmio Agropará, as duas culturas vêm agregadas em uma única categoria. Minssen destaca que o estado tem produtores de maniva de mandioca de muita qualidade, exportando tecnologia e trazendo o que existe de melhor na produção de mandioca.
16. Flores, plantas ornamentais e arranjos florais
No Pará, a produção de flores e plantas ornamentais se destaca especialmente em municípios como Castanhal, Santa Bárbara, Santarém, Marabá. Guilherme Minssen destaca que tem muitas flores e plantas tropicais sendo produzidas com qualidade no estado.
17. Extensão e pesquisa rural
A categoria reconhece aqueles que se mais se destacaram na pesquisa rural. Neste ano, os trabalhos estiveram expostos na Green Zone, espaço sediado na Embrapa Amazônia Oriental durante o período de realização da COP30.
18. Organização de fomento ao agronegócio paraense
É um prêmio dado à organização de fomento ao agronegócio paraense, a quem mais fomentou algum tipo de agronegócio, tanto em plantas como em animais.
19. Técnico de destaque do Agropará
Entre centenas de milhares de técnicos que trabalham no setor, o Prêmio Agropará reconhece, todo ano, o trabalho de um técnico que se destacou, seja um zootecnista, um agrônomo, um veterinário, um técnico agrícola, etc.
Editado por Débora Costa