
O calor extremo tem sido uma constante em todo o Brasil neste início de verão, com ondas de calor mais frequentes e intensas que afetam a saúde e o conforto da população, incluindo no Pará, onde longos períodos de altas temperaturas combinados com alta umidade colocam moradores em alerta para os riscos associados ao calor excessivo e estresse térmico.
No Pará, as condições de calor se intensificam ainda mais pela combinação de altas temperaturas e elevada umidade relativa do ar, típica da região amazônica, o que pode aumentar a sensação térmica e os desafios para manter o bem-estar em ambientes domiciliares e urbanos.
Diante desse cenário, os ventiladores surgem como aliados práticos e acessíveis para combater o desconforto térmico no dia a dia, funcionando como uma das primeiras linhas de defesa dentro de casa ou no trabalho. Ao movimentar o ar, os ventiladores ajudam a evaporar o suor na pele, gerando sensação de frescor e reduzindo a sensação de abafamento, o que pode ser especialmente útil em locais onde o uso de ar-condicionado é limitado ou inviável. Diferente de sistemas de ar-condicionado que resfriam o ar, ventiladores simplesmente promovem circulação de ar, o que pode reduzir a sensação de calor e melhorar o conforto térmico com consumo de energia significativamente menor.
Veja o custo de um ventilador ligado 8 horas por dia
Manter um ventilador ligado por cerca de oito horas por dia — período equivalente a uma noite inteira de sono — tem impacto relativamente baixo na conta de energia elétrica, mas o custo final varia conforme a potência do aparelho e a tarifa praticada em cada região do país. De acordo com estimativas de consumo, um ventilador de 50 watts gasta aproximadamente 0,4 kWh por dia, enquanto modelos de 70 W consomem cerca de 0,56 kWh. Aparelhos mais potentes, de 100 W, chegam a 0,8 kWh em oito horas de uso, podendo atingir até 1,2 kWh diários nos modelos de 150 W.
Com base na tarifa média de energia elétrica no Brasil, que pode variar entre R$ 0,41 e R$ 1,47 por kWh, um ventilador de 100 W ligado por oito horas consome entre R$ 0,33 e R$ 1,18 por dia. O valor pode aumentar conforme a bandeira tarifária em vigor, já que bandeiras amarela ou vermelha indicam custos mais altos na geração de energia. Mesmo assim, especialistas destacam que o ventilador segue sendo uma das alternativas mais econômicas para aliviar o calor durante a noite, especialmente em períodos de altas temperaturas.
Eventos de calor impulsionados por aquecimento global
Especialistas apontam que eventos de calor intenso estão sendo impulsionados por uma combinação de fatores climáticos, incluindo o aquecimento global, que tem aumentado tanto a frequência quanto a duração desses episódios no país e no mundo, exigindo atenção redobrada de autoridades e comunidades para prevenir impactos à saúde, especialmente entre grupos vulneráveis como idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.
No Brasil, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) tem emitido alertas de “calor extremo” em diversas regiões, com termômetros registrando temperaturas até cerca de 5 °C acima da média histórica em eventos recentes, e a previsão aponta para um verão 2025/2026 com temperaturas acima do normal em grande parte do território nacional devido a fenômenos climáticos e padrões atmosféricos que favorecem o calor persistente.
Combinar ventilador com outras medidas
Para maximizar o efeito dos ventiladores durante ondas de calor, especialistas recomendam combiná-los com outras medidas simples: manter portas e janelas abertas à noite para renovar o ar, colocar recipientes com gelo ou água gelada na frente das hélices, fechar cortinas durante o pico do sol e manter hidratação constante. Essas estratégias podem diminuir o impacto do calor intenso no corpo, prevenir desidratação e sonolência e contribuir para noites de sono mais confortáveis apesar das altas temperaturas.