
A Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) confirmou sua representatividade na COP30 — tanto na Zona Azul, voltada ao âmbito diplomático, quanto na Zona Verde, espaço aberto ao público no evento em Belém (PA). A instituição chega ao evento com um portfólio de 21 projetos, o que reforça seu papel estratégico no diálogo entre ciência, território e políticas socioambientais.
A UFOPA coordenará quatro painéis temáticos no Pavilhão Pará, o principal espaço da Zona Verde, com foco em desafios e soluções da Amazônia. Entre os temas estão :
•“Mudanças Climáticas e Comunidades” — estudo das percepções locais e soluções como agroflorestas e monitoramento de queimadas;
• “Influências socioeconômicas em destinos turísticos” — análise do impacto climático no turismo de Alter do Chão;
• “Sistemas Agroflorestais para a Resiliência Climática Amazônica” — investigação sobre SAFs (Sistemas Agroflorestais) em oito municípios da Amazônia Oriental;
• “O papel do investimento governamental para enfrentar a crise climática, valorizar a floresta em pé e promover desenvolvimento inclusivo” — reflexão sobre bioeconomia, inovação e políticas públicas na Amazônia.
Portfólio de projetos e engajamento
O conjunto de 21 projetos da UFOPA conecta pesquisa, extensão e ensino voltados à adaptação e mitigação das mudanças climáticas, principalmente no bioma amazônico. A atuação combina tecnologias locais (como SAFs e monitoramento por satélite) à articulação com atores públicos e privados — alinhando a academia às demandas regionais e globais.

Importância da UFOPA na COP30
A presença consolidada da UFOPA na COP30 marca um avanço para a mobilização da região enquanto vanguarda de soluções ambientais. Ao inserir a Amazônia no centro da conferência — por meio de painéis, debates e portfólio técnico-científico — a universidade ajuda a posicionar a Floresta Amazônica como protagonista na agenda de clima, bioeconomia e desenvolvimento sustentável.
A atuação da UFOPA na COP30 mostra que o evento vai além de diplomacia tradicional: é uma plataforma para integração entre academia, território e políticas públicas, onde o conhecimento regional se conecta a desafios globais. Com 21 projetos e coordenação de painéis estratégicos, a instituição assume protagonismo nas Zonas Azul e Verde — trazendo o Oeste do Pará para o centro do debate climático internacional.