Após rebaixamento e dívidas, presidente do Paysandu joga a toalha
Após rebaixamento e dívidas, presidente do Paysandu joga a toalha. Foto: Ricardo Amanajás

Com mais de um ano de mandato pela frente, o clube rebaixado e afundado em dívidas milionárias, o empresário Roger Aguilera decidiu abreviar sua gestão como presidente do Paysandu. A decisão não chega a surpreender diante do volume de críticas despejadas diariamente na calçada da Curuzu e na sede social da Avenida Nazaré.

Eleito em 2024, aos 43 anos, Roger alcançou aquilo que qualquer torcedor ou dirigente sonha: a presidência do clube do coração. Um posto fascinante, sem dúvida, mas que pode se tornar fatal quando mal administrado. Apesar de carregar 25 anos de experiência dentro do Paysandu, ocupando cargos relevantes, e de pertencer a uma família de forte linhagem bicolor, Roger esbarrou na dureza da solidão do cargo.

Pressionado a tomar decisões difíceis — muitas vezes no calor dos acontecimentos e impulsionado pela cobrança incessante da torcida e dos “corneteiros” de plantão —, viu seu mandato ruir com a péssima campanha na Série B. Para piorar o cenário, o eterno rival surfava rumo à elite do futebol brasileiro.

No fim das contas, o Papão caiu e o Remo subiu, abrindo um novo abismo entre os clubes — desta vez, com o Leão por cima. A soma de todos esses fatores culminou na renúncia, uma decisão que precisa ser respeitada e que, certamente, foi costurada há algum tempo.

Saber a hora de bater em retirada também é um gesto de honestidade e sabedoria. Agora, resta observar quais rumos o Paysandu irá tomar. O clube perde um mandatário, mas ganha de volta um torcedor, que certamente seguirá apoiando com todas as forças para ver o Papão se reerguer.

Voltamos a qualquer momento…

Clayton Matos

Diretor de Redação

Clayton Matos é jornalista formado na Universidade Federal do Pará no curso de comunicação social com habilitação em jornalismo. Trabalha no DIÁRIO DO PARÁ desde 2000, iniciando como estagiário no caderno Bola, passando por outras editorias. Hoje é repórter, colunista de esportes, editor e diretor de redação.

Clayton Matos é jornalista formado na Universidade Federal do Pará no curso de comunicação social com habilitação em jornalismo. Trabalha no DIÁRIO DO PARÁ desde 2000, iniciando como estagiário no caderno Bola, passando por outras editorias. Hoje é repórter, colunista de esportes, editor e diretor de redação.