Sensação de queda durante o sono é causada por espasmos musculares conhecidos como mioclonias.
Sensação de queda durante o sono é causada por espasmos musculares conhecidos como mioclonias.

Acordar no susto após sonhar que está caindo é uma experiência comum e bastante desconfortável, muitas vezes acompanhada da sensação de que o corpo realmente despencou no vazio. Segundo especialistas, essa percepção ocorre devido às mioclonias fisiológicas, pequenos abalos musculares que surgem no início do ciclo do sono.

A neurologista Dalva Poyares, do Instituto do Sono, explica que esse tipo de sonho nada mais é do que um reflexo desses espasmos, que fazem o cérebro interpretar uma falsa sensação de queda.

Já o neurocirurgião Fernando Gomes, da FM-USP, reforça que o fenômeno não representa um problema de saúde, embora seja mais frequente quando a pessoa está muito cansada ou dorme em posições desconfortáveis.

O que são mioclonias?

As mioclonias aparecem com mais intensidade na infância devido ao processo de maturação cerebral, tornando-se menos comuns com o passar dos anos. No entanto, em casos raros, espasmos desse tipo podem ter origem genética ou estar associados a quadros como epilepsia, intoxicação, encefalites e outras doenças, exigindo avaliação precoce para evitar complicações.

Dalva Poyares destaca ainda que a mioclonia do sono integra o grupo de distúrbios de movimento, assim como o bruxismo e os movimentos periódicos das pernas. Apesar do susto, na maioria das vezes o episódio é benigno e faz parte do funcionamento natural do organismo durante a transição entre a vigília e o sono.

Carol Menezes

Repórter

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade da Amazônia (Unama) desde 2007. É natural de Belém (PA) e repórter do jornal Diário do Pará desde 2013. Atua em cobertura nas editorias de Cidades, Política, Economia e Cultura. Desde 2020 também redige a coluna Linha Direta, seguinte ao Repórter Diário, de terça a domingo. Prêmio Fiepa 2016 de Melhor Repórter de Jornalismo Impresso.

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade da Amazônia (Unama) desde 2007. É natural de Belém (PA) e repórter do jornal Diário do Pará desde 2013. Atua em cobertura nas editorias de Cidades, Política, Economia e Cultura. Desde 2020 também redige a coluna Linha Direta, seguinte ao Repórter Diário, de terça a domingo. Prêmio Fiepa 2016 de Melhor Repórter de Jornalismo Impresso.