Espumante, moscatel e frisante parecem iguais, mas entregam experiências bem diferentes no bolso e no paladar. Foto: Marcos Serra Lima/G1
Espumante, moscatel e frisante parecem iguais, mas entregam experiências bem diferentes no bolso e no paladar. Foto: Marcos Serra Lima/G1

Na hora de escolher a bebida das festas, muita gente vai no automático: pega o rótulo mais bonito ou o nome mais famoso e pronto. Mas a verdade é que, entre espumante, moscatel e frisante, existe uma diferença enorme de custo-benefício — e entender isso pode poupar dinheiro sem abrir mão do brinde.

Segundo o enólogo Ricardo Morari, da Associação Brasileira de Enologia, o espumante passa por duas fermentações, um processo mais longo, complexo e caro, o que naturalmente encarece o produto final. Em troca, oferece bolhas mais finas, maior complexidade aromática e variedade de estilos, do nature ao demi-sec.

Entendendo as diferenças: espumante, moscatel e frisante

Já o moscatel segue outro caminho: tem apenas uma fermentação, interrompida antes do fim, o que mantém mais açúcar natural e reduz o teor alcoólico. Isso torna a bebida mais acessível, mais doce e muito popular entre quem busca algo fácil de beber, especialmente para grandes grupos. Não há limite legal de açúcar para o moscatel, mas a maioria fica em até 80 gramas por litro, o que agrada paladares menos acostumados ao vinho.

O frisante, por sua vez, costuma ser o mais barato da prateleira, justamente porque suas bolhas, na maioria dos casos, são adicionadas artificialmente, como no refrigerante. Ele tem menos gás, sabor mais simples e menor teor alcoólico, funcionando bem para quem quer refrescância sem compromisso.

Custo-benefício: qual a melhor escolha?

Quando o assunto é custo-benefício, tudo depende do perfil: o espumante entrega mais qualidade técnica e versatilidade gastronômica, mas custa mais; o moscatel costuma ser o campeão entre preço, aceitação e volume de vendas; e o frisante ganha pontos pelo valor baixo, embora perca em complexidade.

No fim das contas, a melhor escolha não é a mais cara, mas aquela que combina com o bolso, o paladar e o tipo de celebração. Saber isso antes de ir ao mercado pode fazer seu dinheiro render mais — e o brinde ficar ainda melhor.

Editado por Luiz Octávio Lucas

Carol Menezes

Repórter

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade da Amazônia (Unama) desde 2007. É natural de Belém (PA) e repórter do jornal Diário do Pará desde 2013. Atua em cobertura nas editorias de Cidades, Política, Economia e Cultura. Desde 2020 também redige a coluna Linha Direta, seguinte ao Repórter Diário, de terça a domingo. Prêmio Fiepa 2016 de Melhor Repórter de Jornalismo Impresso.

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade da Amazônia (Unama) desde 2007. É natural de Belém (PA) e repórter do jornal Diário do Pará desde 2013. Atua em cobertura nas editorias de Cidades, Política, Economia e Cultura. Desde 2020 também redige a coluna Linha Direta, seguinte ao Repórter Diário, de terça a domingo. Prêmio Fiepa 2016 de Melhor Repórter de Jornalismo Impresso.