
As recentes mudanças nas regras de emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no Brasil não só simplificam e barateiam o processo para novos motoristas como também abrem oportunidade para que qualquer habilitado se torne instrutor autônomo, sem vínculo obrigatório com autoescolas tradicionais.
A medida é parte da reformulação do programa “CNH do Brasil”, que busca digitalizar etapas teóricas, reduzir custos em até 80% e dar mais liberdade ao candidato na escolha de como fazer suas aulas práticas.
Com a nova normativa, os cidadãos podem optar entre autoescolas ou instrutores autônomos credenciados pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) e regularizados pelos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans).
Para atuar como instrutor autônomo, é preciso ter no mínimo 21 anos, estar habilitado há pelo menos dois anos na mesma categoria que pretende ensinar, possuir ensino médio completo e não registrar infrações gravíssimas nos últimos 12 meses, além de concluir o curso específico de formação de instrutores, oferecido gratuitamente em formato digital pelo Ministério dos Transportes.
Após a formação, o candidato deve obter autorização do Detran para iniciar as atividades, ficando responsável por ministrar as aulas práticas e orientar futuros condutores sob as normas do Código de Trânsito Brasileiro.
Flexibilização e modernização do sistema de habilitação
A flexibilização do modelo tradicional, que antes obrigava o uso exclusivo de autoescolas, foi destacada pelo governo como forma de modernizar o sistema de habilitação, aumentar a concorrência no mercado de formação de condutores e fortalecer a empregabilidade no setor, ao criar uma nova modalidade de atuação profissional no trânsito.
As mudanças já estão em vigor e fazem parte de um pacote que também ajusta etapas como provas teórica e prática, aulas online gratuitas para teoria e redução da carga obrigatória de horas presenciais, além de facilitar o acesso de milhões de brasileiros ainda sem habilitação.