Pintura rara de Jesus como o “Bom Pastor” foi encontrada em uma tumba na necrópole de Hisardere, em Iznik, na Turquia. Foto: Reprodução/Instagram/@arkeolojihaber
Pintura rara de Jesus como o “Bom Pastor” foi encontrada em uma tumba na necrópole de Hisardere, em Iznik, na Turquia. Foto: Reprodução/Instagram/@arkeolojihaber

Arqueólogos anunciaram a descoberta de uma rara pintura de Jesus Cristo retratado como o “Bom Pastor” na cidade de Iznik, no noroeste da Turquia. A imagem foi encontrada em uma tumba localizada na necrópole de Hisardere e apresenta características incomuns quando comparadas às representações mais conhecidas de Jesus Cristo ao longo da história. Na pintura, ele aparece jovem, sem barba, com cabelo curto e traços que remetem à arte romana, carregando uma cabra sobre os ombros — símbolo associado à proteção e ao cuidado espiritual.

Especialistas acreditam que a obra seja do início da era cristã na península da Anatólia, período em que a iconografia cristã ainda estava em formação e sofria forte influência do estilo artístico romano. A representação de Jesus como o “Bom Pastor” é uma das mais antigas do cristianismo, mas versões como essa, sem barba e com aparência juvenil, são extremamente raras.

Descoberta e repercussão

O anúncio da descoberta ganhou ainda mais repercussão por ter ocorrido durante uma visita do Papa Leão XIV à Turquia, o que aumentou o interesse internacional pelo achado arqueológico. Segundo os pesquisadores, a pintura ajuda a compreender melhor como os primeiros cristãos viam e representavam Jesus Cristo antes da consolidação dos modelos iconográficos mais difundidos na Idade Média.

Editado por Luiz Octávio Lucas

Carol Menezes

Repórter

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade da Amazônia (Unama) desde 2007. É natural de Belém (PA) e repórter do jornal Diário do Pará desde 2013. Atua em cobertura nas editorias de Cidades, Política, Economia e Cultura. Desde 2020 também redige a coluna Linha Direta, seguinte ao Repórter Diário, de terça a domingo. Prêmio Fiepa 2016 de Melhor Repórter de Jornalismo Impresso.

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade da Amazônia (Unama) desde 2007. É natural de Belém (PA) e repórter do jornal Diário do Pará desde 2013. Atua em cobertura nas editorias de Cidades, Política, Economia e Cultura. Desde 2020 também redige a coluna Linha Direta, seguinte ao Repórter Diário, de terça a domingo. Prêmio Fiepa 2016 de Melhor Repórter de Jornalismo Impresso.