
De acordo com levantamento divulgado pela Nexus — empresa de pesquisa e inteligência de dados — a maioria dos jovens da Geração Z no Brasil demonstra preferência clara por ensino presencial e por empregos com carteira assinada. Os dados reforçam o predomínio da busca por segurança e previsibilidade frente às opções mais informais ou remotas de educação e trabalho.
De acordo com o levantamento, 7 (69%) em cada 10 jovens desejam um emprego formal, com carteira de trabalho assinada; 81% dos entrevistados sentem que aprendem mais no ensino presencial; e que o trabalho híbrido é escolha de 48%, enquanto apenas 11% optam pelo remoto.
Segundo a pesquisa, quando ponderam sobre modalidades de educação, grande parcela dos jovens revela valorizar o convívio e a interação direto em sala de aula, o que para muitos pesa mais do que a flexibilidade prometida pelo ensino remoto ou híbrido. No âmbito profissional, os entrevistados indicam preferência por vínculos formais, com carteira assinada — sinal de que priorizam os direitos e a previsibilidade financeira oferecidos pelo emprego tradicional.
A preferência da Geração Z pelo tradicional
O estudo evidencia que, apesar da digitalização e das transformações recentes no mercado de trabalho, a Geração Z resiste ao rótulo de “nômade digital”: muitos preferem um caminho mais tradicional, com diploma físico, presença física no ambiente de estudo e contratos formais de trabalho. Para eles, essas escolhas representam segurança, estabilidade e chance de construir trajetória profissional estável.
Implicações para empresas e instituições de ensino
Para empresas e instituições de ensino, os resultados reforçam a importância de manter ou reforçar a oferta de ensino presencial e de oportunidades de emprego formal — aspectos considerados cruciais por jovens que buscam estabilidade em momentos de incerteza econômica e social.
A Nexus entrevistou 2.016 cidadãos com idade entre 14 e 29 anos, nas 27 Unidades da Federação, entre 14 e 20 de julho. A margem de erro da amostra é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Editado por Débora Costa