
A Polícia Civil do Pará deflagrou nesta segunda-feira (15) a Operação Origo, com foco no combate à lavagem de dinheiro ligada ao tráfico de drogas e à atuação da facção criminosa Comando Vermelho no Estado.
A ação foi coordenada pela Diretoria Estadual de Combate à Corrupção, por meio da Divisão de Repressão à Lavagem de Dinheiro, com apoio do Núcleo de Inteligência Policial, da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais e em integração com a Polícia Civil do Ceará, através da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas. As informações são do repórter J R Avelar.
A operação teve como objetivo cumprir três mandados de prisão, dez mandados de busca e apreensão domiciliar, o sequestro de um imóvel e o bloqueio judicial de R$ 14.001.400,50, autorizado pela Vara de Combate ao Crime Organizado de Belém. As investigações apontam que os valores são provenientes de crimes de tráfico de drogas e organização criminosa, utilizados para sustentar a atuação do núcleo decisório do Comando Vermelho no Pará.
Detalhes da operação Origo
Os mandados foram expedidos para as cidades de Belém, Fortaleza e Rio de Janeiro. De acordo com o delegado Fausto Bulcão, titular da Diretoria Estadual de Combate à Corrupção, não foi possível cumprir o mandado no Rio de Janeiro por questões logísticas e operacionais, já que o alvo se encontrava em área de difícil acesso no Complexo da Penha. O mandado era contra Tiago Teixeira Sales, conhecido como “Gato Mestre”, apontado como uma das principais lideranças da facção criminosa.
Já em Fortaleza e Belém, os mandados foram cumpridos com êxito, resultando na prisão de Bianca Martins Moreira e Cleyton Rogério Teixeira Sales. Ambos são apontados pela investigação como os principais responsáveis pela articulação e movimentação financeira do grupo criminoso.
Durante a operação, também foi realizado o sequestro de um imóvel localizado em Fortaleza, além do bloqueio de valores que ultrapassam R$ 14 milhões. Segundo a Polícia Civil, a investigação busca sufocar financeiramente a facção criminosa, atingindo diretamente suas lideranças e o núcleo responsável pela gestão e distribuição dos recursos ilícitos, enfraquecendo a atuação da organização em nível nacional.
Editado por Luiz Octávio Lucas