Engenheiro é envenenado por metanol em whiskey vendido lacrado; laudo confirma adulteração
Engenheiro é envenenado por metanol em whiskey vendido lacrado; laudo confirma adulteração

O engenheiro civil Flávio Acatauassu, profissional com mais de 25 anos de experiência em logística, transporte intermodal e operações portuárias na Amazônia, foi vítima de intoxicação por metanol após consumir um whiskey importado que havia adquirido totalmente lacrado em um supermercado do centro de Belém. As informações são do jornalista Mauro Bonna.

O laudo emitido pelo laboratório Paulo Azevedo confirmou a presença da substância tóxica na bebida, caracterizando adulteração e expondo um risco grave ao consumidor. Após passar mal e ser levado ao hospital, Acatauassu se recuperou, mas agora aguarda o rastreamento do lote por parte do varejista, procedimento essencial para identificar a origem da contaminação.

Engenheiro Flávio Acatauassu, que sofreu intoxicação após consumir whiskey adulterado com metanol. Foto: Jefferson Rudy/Agência-Senado

Rastreamento e judicialização do caso

O episódio também deve resultar em judicialização, caso o engenheiro decida acionar a rede responsável pela venda do produto. Com sólida trajetória no setor portuário e hidroviário, Flávio Acatauassu é presidente da Associação dos Terminais Portuários e Estações de Transbordo de Cargas da Bacia Amazônica (Amport). Formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Pará (UFPA), com pós-graduação em Pontes, o profissional já ocupou cargos estratégicos, como chefia de operações da Administração das Hidrovias da Amazônia Oriental (Ahimor), coordenação no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em Brasília (DF), gerência de Relações Institucionais no Consórcio Belo Monte e diretoria financeira da Companhia de Portos e Hidrovias do Pará (CPH).

Desde 2020, lidera a Amport, reforçando sua atuação como uma das vozes técnicas mais respeitadas do setor. O caso de metanol no whiskey reacende o alerta para o aumento das ocorrências de bebidas adulteradas no mercado brasileiro, especialmente no varejo físico e no comércio informal. Órgãos de vigilância sanitária e de defesa do consumidor reforçam que produtos selados também podem sofrer adulteração em etapas anteriores da cadeia, o que torna a rastreabilidade fundamental para prevenir novos episódios e garantir a segurança de quem compra.

Carol Menezes

Repórter

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade da Amazônia (Unama) desde 2007. É natural de Belém (PA) e repórter do jornal Diário do Pará desde 2013. Atua em cobertura nas editorias de Cidades, Política, Economia e Cultura. Desde 2020 também redige a coluna Linha Direta, seguinte ao Repórter Diário, de terça a domingo. Prêmio Fiepa 2016 de Melhor Repórter de Jornalismo Impresso.

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade da Amazônia (Unama) desde 2007. É natural de Belém (PA) e repórter do jornal Diário do Pará desde 2013. Atua em cobertura nas editorias de Cidades, Política, Economia e Cultura. Desde 2020 também redige a coluna Linha Direta, seguinte ao Repórter Diário, de terça a domingo. Prêmio Fiepa 2016 de Melhor Repórter de Jornalismo Impresso.