
Em um ano onde o gênero de terror se mostrou um cinema de excelência, não só pela criatividade, mas pela dominância de abordar temas sensíveis e atuais, mesmo quanto remete a contextos históricos, também tivemos grandes diretores seguindo outros rumos.
E. claro, o Brasil se destacando com grandes filmes, que garantiram a simpatia do público (e do Oscar) ou passaram quase despercebidos, soterrados no streaming. Lembrando que a lista representa uma percepção pessoal, onde eliminei a lista de “melhores ou piores” por entender que é uma percepção errônea sobre o papel do cinema na cultura em geral. Além disso, é uma lista aleatória, sem ordem definida. Feliz Ano Novo para nós e que 2026 continue nos trazendo bons filmes!
Pecadores – A maior surpresa para mim. Redondo, bem filmado e com personagens cativantes. E um plano sequência tão lindo, que nos lembra como o cinema pode ser apaixonante.
Flow – Um filme sem falas, simples, e protagonizado por um simpático gato preto, pode ser o mais emocionante do ano? Sim, claro.
O Filho de Mil Homens – Uma joia brasileira perdida na Netflix. Rodrigo Santoro espetacular. Para quem tem paciência para uma história singela e tocante.
Faça Ela Voltar – O melhor horror do ano é um choque sobre o luto, potencializado pela agonia e pelo sofrimento humano, com Sally Hawkins dominando a cena. Merecia prêmios.
A meia-irmã Feia – A subversão da história da Cinderela, com muito gore e nojeira. Uma crítica atual e contundente à ditadura da beleza, mesmo sendo uma trama de época.
O Agente Secreto- Mesmo Kleber Mendonça Filho repetindo alguns de seus cacoetes cinematográficos, é uma obra tecnicamente perfeita. Wagner Moura impecável.
Foi Apenas Um Acidente – O iraniano Jafar Panahi move suas lentes para o cinismo e a violência que permeia seu próprio povo, com aquela elegância e técnica já conhecidas.
Oeste Outra Vez – Uma desconstrução do mito masculino, permeada por um clima de western americano, porém a partir de uma realidade sertaneja bem brasileira.
Uma Batalha após a Outra – Paul Thomas Anderson troca o crescendo lento da sua filmografia por um quase road movie violento e sobre-humano, sem tempo para respiros. Nem Leonardo DiCaprio sofreu tanto antes.
A Garota da Agulha – Mais um horror de época aqui. Filmado em Preto e Branco, reconta uma história terrível, quando uma sociedade misógina deixa suas mulheres sem amparo, o terror se instala.
Outros filmes que também curti bastante este ano: “Superman”, “Thunderbolts”, “Homem com H”, “Juntos”, “Bom Menino”, “Sirat”, “Extermínio – A Evolução”, “Vivo ou Morto – Uma história Knives Out” e “A Ordem”.