
Depois do sucesso da série Tremembé, da Prime Vídeo, parece que o interesse pelos bastidores do sistema prisional brasileiro ganhou novos holofotes. Agora, os “caça-famosos” não querem saber apenas de quem desfila no tapete vermelho — mas também de quem desfila no pátio do presídio.O país virou uma espécie de mapa da notoriedade carcerária: cada estado tem seu “ilustre hóspede”. E, a disputa por protagonismo não se limita mais a festivais e premiações — anda passando também pelos tribunais.
Entre essas celebridades famosas estão autores de crimes bárbaros como o casal Dr. Jairinho e Monique Medeiros, acusados da morte do menino Henry Borel. O ex-vereador e a ex-professora estão presos em unidades diferentes no Rio de Janeiro. Um casal que vive o oposto da fama: silêncio, isolamento e um enredo que o público prefere esquecer.
Outro “casal celebridade” são Bruno Rodrigues e Jeander Braga, presos pelo assassinato do ator Jeff Machado. Os dois protagonizaram um crime tão cruel que parece ficção de mau gosto. Eles foram denunciados pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver, estelionato e crimes patrimoniais contra o espólio do ator Jeff Machado. O ator, de 44 anos, foi encontrado morto em maio num baú de madeira concretado em uma casa em Campo Grande.
Também no Rio estão os Irmãos Brazão, Domingos e Chiquinho, apontados pela Polícia Federal como mandantes da morte de Marielle Franco e Anderson Gomes. Estão em presídios federais diferentes, em isolamento. Flordelis, a ex-deputada e pastora, condenada por mandar matar o marido, cumpre pena em Bangu. Trocar o púlpito pelo pátio e os fiéis pelos agentes penitenciários não estava no script, mas o drama segue digno de novela das nove.
Saindo do eixo Rio-São Paulo, o serial killer de Goiânia poderia também concorrer aos “oscar da crueldade”. Tiago Henrique Gomes da Rocha, que confessou 39 assassinatos entre 2011 e 2014, cumpre pena no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. Sem selfies, sem fãs, só o silêncio incômodo de quem virou lenda — da pior espécie.
CHEFÕES DO CRIME ORGANIZADO
Considerados os principais chefes do crime organizado, verdadeiras “celebridades” das principais facções criminosas – Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital – já são decanos dentro dos presídios federais. E mesmo presos há tantos anos, não deixam de estar sempre em destaque quando o assunto é avanço da criminalidade e braços internacionais no Brasil.Entre eles estão:
Marcinho VP – Preso desde 1997, o líder do Comando Vermelho acumula condenações e transferências como quem coleciona prêmios. Atualmente em Gericinó, é quase um veterano da cena criminal: nome conhecido, presença constante, e roteiro digno de série documental.
Marcola – O líder do PCC soma mais de 330 anos de condenação e cumpre pena em Brasília, na Papuda, sob isolamento absoluto. Um nome que dispensa apresentações — ou hashtags.
Fernandinho Beira-Mar – Pioneiro do sistema penal federal, Beira-Mar já passou por mais penitenciárias do que muitos políticos por partidos. Hoje, cumpre pena em Mossoró, sob segurança máxima e sem previsão de “fim de temporada”.
Editado por Débora Costa