
Luzes vermelhas que surgiram sobre nuvens de tempestades em diferentes regiões do planeta voltaram a movimentar as redes sociais esta semana. Os registros, feitos durante fortes temporais, chamaram atenção pelo brilho intenso e pela forma incomum, o que acabou alimentando interpretações fantasiosas e teorias que lembram roteiros de ficção científica.
Em meio à repercussão, a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa) divulgou explicações detalhadas para desmistificar o fenômeno. Segundo a agência, trata-se dos chamados “red sprites”, descargas elétricas raras que acontecem muito acima da zona onde os relâmpagos tradicionais se formam.
Essa espécie de “faísca atmosférica” se desenvolve na mesosfera, camada que fica entre 50 e 90 quilômetros de altitude da superfície terrestre, projetando-se sempre para cima, ao contrário dos relâmpagos comuns, que seguem em direção ao solo.
O brilho avermelhado, que costuma aparecer e desaparecer em frações de milésimo de segundo, é resultado da interação da energia liberada com moléculas de nitrogênio presentes naquela região da atmosfera. A rapidez do fenômeno e a dificuldade de registrá-lo com nitidez ajudam a reforçar a sensação de mistério que acompanha esses eventos há décadas, embora sejam plenamente conhecidos pela ciência.
Sprites vermelhos
A Nasa reforçou que os “sprites” são naturais. A ocorrência é rara, mas tende a ser flagrada com mais frequência durante tempestades muito intensas, quando a atividade elétrica na atmosfera atinge níveis elevados. Outro ponto é que não oferecem risco a aviação comercial, já que ocorrem muito acima das rotas utilizadas por aeronaves.
Editado por Luiz Octávio Lucas