Maduro aparece preso usando conjunto da Nike que viralizou nas redes sociais. Foto: reprodução/Nike
Maduro aparece preso usando conjunto da Nike que viralizou nas redes sociais. Foto: reprodução/Nike

A prisão de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, no último sábado, 3 de janeiro, em Caracas, ganhou repercussão mundial não apenas pelo impacto político, mas também por um detalhe inusitado. No momento em que foi capturado e levado para um avião com destino a Nova York, o líder venezuelano vestia um conjunto da Nike avaliado em até R$ 1,4 mil, o que gerou forte reação nas redes sociais.


A imagem foi divulgada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e mostra Maduro detido, com olhos e ouvidos tampados, usando o modelo conhecido como Nike Tech Fleece. O conjunto pode custar mais de US$ 130 no mercado americano e é vendido separadamente, com jaqueta e calça de alto valor.


Internautas ironizaram o contraste entre o discurso socialista do venezuelano e o uso de uma marca símbolo do capitalismo global. A repercussão foi tão grande que o nome do conjunto entrou entre os termos mais buscados no Google Trends, com pico de interesse poucas horas após a divulgação da foto.


No desembarque em Nova York, porém, Maduro apareceu com roupas sem marca aparente, vestindo um agasalho e calça pretos. Ele permanece sob custódia e aguarda julgamento em um tribunal federal norte-americano, onde responde a acusações como narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas.

Repercussão e Consequências Políticas


A captura ocorreu após meses de tensão entre Washington e Caracas. Segundo o governo americano, a operação durou menos de um minuto. Trump afirmou que os Estados Unidos irão administrar a Venezuela até que haja uma transição democrática, destacando também o interesse nas reservas de petróleo do país.


Sem Maduro no comando, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu interinamente e criticou duramente a ação americana. O caso será debatido no Conselho de Segurança da ONU, enquanto a situação política e social da Venezuela segue em clima de instabilidade.

Carol Menezes

Repórter

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade da Amazônia (Unama) desde 2007. É natural de Belém (PA) e repórter do jornal Diário do Pará desde 2013. Atua em cobertura nas editorias de Cidades, Política, Economia e Cultura. Desde 2020 também redige a coluna Linha Direta, seguinte ao Repórter Diário, de terça a domingo. Prêmio Fiepa 2016 de Melhor Repórter de Jornalismo Impresso.

Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade da Amazônia (Unama) desde 2007. É natural de Belém (PA) e repórter do jornal Diário do Pará desde 2013. Atua em cobertura nas editorias de Cidades, Política, Economia e Cultura. Desde 2020 também redige a coluna Linha Direta, seguinte ao Repórter Diário, de terça a domingo. Prêmio Fiepa 2016 de Melhor Repórter de Jornalismo Impresso.